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Cielo recua com necessidade comprovar de competitividade de acordo com WhatsApp

03 julho 2020 - 14h09Por Investing.com

Por Gabriel Codas Investing.com - No começo da tarde desta sexta-feira com queda, depois da notícia de que o Banco Central irá aprovar os pagamentos pelo WhatsApp assim que for comprovado que o arranjo proposto pela empresa é competitivo e tem a proteção de dados na forma que a autoridade considera adequada. A declaração foi dada pelo presidente da autarquia, Roberto Campos Neto, na véspera. Assim, por volta das 14h06, os ativos tinham queda de 1,44% a R$ 4,78, na bolsa paulista. O Ibovespa subia 0,2%, a 96.428 pontos. "Entendemos que existe um ponto que ele pode ser competitivo ou pode não ser. Mas a gente não está dizendo que não é, a gente só quer que peçam autorização e que nos mostrem como vai ser o funcionamento para gente ter certeza que é competitivo", disse ele, ao participar de evento promovido pelo jornal Correio Braziliense. Na semana passada, o BC mandou as bandeiras de cartões Visa e Mastercard, que haviam anunciado parceria com o WhatsApp, suspenderem o uso do aplicativo controlado pelo Facebook para pagamentos e transferências, enquanto avalia eventuais riscos ao funcionamento do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB). O WhatsApp anunciou em 15 de junho que seus usuários poderiam fazer pagamentos por meio do aplicativo, numa parceria que também incluía instituições financeiras como o Banco do Brasil (SA:BBAS3) e a empresa de meios de pagamentos Cielo (SA:CIEL3). Pela nova ferramenta, usuários passariam a poder transferir dinheiro a pessoas ou empresas no país dentro de uma conversa, anexando o pagamento como se fosse foto ou vídeo. O presidente do BC indicou que a solução inicialmente apresentada para a operação foi de que ela dispensava autorização pelo fato de começar "com volumetria baixa". Mas ele defendeu que essa prerrogativa foi criada pelo BC para tirar a burocracia envolvendo o começo de negócios pequenos, que não "influem no sistema". Segundo Campos Neto, esse não seria o caso do WhatsApp. O entendimento da autoridade monetária é que um arranjo que começa com 120 milhões de usuários --base do WhatsApp no país-- é significativo e, portanto, precisa passar pelo mesmo crivo que outros arranjos, defendeu Campos Neto. "Em nenhum momento Banco Central proibiu nada, o Banco Central está disposto a autorizar assim que for seguido o mesmo trilho dos outros arranjos", disse. "Temos uma agenda super pró-competição. Assim que for comprovado que é um arranjo competitivo e que tem a proteção de dados na forma que nós entendemos necessária, será aprovado", completou. Mais cedo nesta semana, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) decidiu retirar medida cautelar que impedia acordo para a criação do sistema de pagamentos lançado pelo WhatsApp com a Cielo. O órgão de defesa da competição afirmou, porém, que vai continuar investigação sobre a parceria.

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