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Braskem recua após ser alvo de ação coletiva na Justiça dos Estados Unidos

31 agosto 2020 - 15h36Por Investing.com

Por Gabriel Codas, da Investing.com - A Braskem (SA:BRKM5) está enfrentando uma nova ação coletiva nos Estados Unidos, como consequência do afundamento do solo em quatro bairros de Maceió (AL), relacionado à extração de sal-gema pela petroquímica. De acordo com o Valor, o escritório de advocacia americano Pomerantz LLP iniciou a demanda judicial na corte de Nova Jersey, tendo com alvo Roberto Simões, o ex-presidente Fernando Musa e o vice-presidente de Finanças e Relações com Investidores, Pedro Freitas. A banca de advogados é a mesma com conseguiu um acordo de US$ 2,95 bilhões com a Petrobras (SA:PETR4) na esteira da Operação Lava-Jato.

Por volta das 15h33, os ativos perdiam 2,32% a R$ 21,48.

De acordo com a publicação, sem considerar os custos com a ação, a Braskem estima gastos de R$ 5 bilhões devido à questão em Alagoas. A demanda foi aberta em 25 de agosto em nove de investidores da companhia entre os dias 6 de maio de 2016 e 8 de julho de 2020, tendo como base a desvalorização de 6,2% dos recibos de ações em 9 de julho, após a comunicação de provisão adicional relativa aos gastos estimados com o problema em Maceió.

O jornal lembra que foi naquela data que a petroquímica informou ao mercado que previa gastar mais R$ 1,6 bilhão com o problema geológico em Maceió, dos quais R$ 850 milhões para medidas de apoio aos moradores das novas áreas de desocupação e R$ 750 milhões para o encerramento definitivo da mina de sal-gema em Alagoas.

Em abril de 2019, a Braskem já havia informado que era alvo de ações civis públicas no Brasil relacionadas ao problema geológico em Maceió, que pediam o bloqueio de R$ 6,7 bilhões de seu caixa, o que levou o ADS da companhia a recuar 5,98%, em dois pregões.

Os gastos estimados pela Braskem com o problema geológico em Maceió já chegaram aos R$ 5 bilhões e tendem a crescer. Além da “class action” nos Estados Unidos, ainda não há desfecho para a ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal (MPF), que inicialmente pediu cerca de R$ 20 bilhões em reparação a danos socioambientais.

Veja os fatores que influenciam os mercados nesta segunda-feira (31)

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