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Braskem

Braskem dispara mais de 5% com recomendação de compra do UBS

13 maio 2020 - 13h11Por Investing.com
Por Gabriel Codas Investing.com - O UBS elevou nesta quarta-feira a recomendação das ações da Braskem (SA:BRKM5) de venda para compra, mesmo prevendo cenários desafiadores para a companhia. Os analistas destacam que os papéis recuaram 37% nos últimos 90 dias, principalmente devido à atual desaceleração do setor de Óleo e Gás. No entanto, apesar das preocupações do lado da demanda, eles acreditam que a forte desvalorização do real e a queda dos preços da nafta podem servir de base para os resultados da empresa. Com isso, por volta das 12h55, as ações somavam 5,18% a R$ 21,53. Atualmente, a estimativa da equipe de 1FY EV/EBITDA é de c5x, abaixo da média histórica de c6x, apoiando a atualização para a compra e mantendo o preço-alvo em R$ 28 por ação. O banco ainda prevê cenários desafiadores de médio a longo prazo, com excesso de capacidade global, o problema ambiental de Alagoas e uma possível revisão de contratos de etano no México. A equipe vê essas questões já precificadas pelo mercado. A governança corporativa e os possíveis resultados de futuras mudanças no controle da empresa podem ser resolvidos assim que a pandemia terminar. O relatório mostra que o banco não considera a liquidez da empresa uma preocupação. Mesmo em um cenário estressante, eles acreditam que a empresa ainda pode gerar caixa. Sua alavancagem, que alcançou 4,3x dívida líquida/EBITDA, pode ser vista como um risco de curto prazo, mas o perfil da dívida está bem equilibrado, com apenas uma dívida vencida em US$ 200 com vencimento em 2020. A empresa possui despesas com juros em torno de R$ 4,7 bilhões por ano (US $ 1 bilhão) e o investimento em manutenção não deve exceder US$ 500 milhões, o que significa que a empresa pode gerar caixa acima de US$ 1,5 bilhão em EBITDA, abaixo do EBITDA de US$ 1,5 bilhão em 2020. Os analistas acreditam que os negócios de PP e PE da empresa serão afetados pela COVID-19, principalmente devido à menor demanda. No entanto, os efeitos podem ser minimizados pela demanda por equipamentos de proteção hospitalar. O spread de PP permaneceu estável, mas o crescimento da oferta a partir de 2020 pode superar a demanda e impactar os preços. Nos negócios de PE, no início de 2020, o UBS viu melhor do que o esperado, pois a capacidade foi retirada do mercado inesperadamente. Depois que os preços do petróleo caíram, os spreads melhoraram significativamente, quase dobrando para o PE antes da crise, o que poderia ajudar os resultados da empresa, principalmente o EBITDA de 20 (aumentando em 16% em dólares).
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