Jogadores do Haiti comemoram gol em amistoso antes do jogo contra o Brasil na Copa do Mundo
Jogadores do Haiti em campo durante amistoso contra a Islândia

A Seleção Brasileira entra em campo na próxima sexta-feira, 19 de junho, às 21h30 (horário de Brasília), para enfrentar o Haiti pela segunda rodada do Grupo C da Copa do Mundo 2026. O time caribenho estreou no torneio no sábado (13/06) com uma derrota por 1 a 0 para a Escócia, e agora busca a recuperação diante do Brasil. Enquanto isso, a equipe de Dorival Júnior vem de uma vitória na estreia e quer confirmar o favoritismo.

Histórico e classificação do Haiti

O Haiti é considerado a nação mais instável das Américas e disputa sua segunda Copa do Mundo. A primeira foi em 1974, na Alemanha Ocidental, em meio a um regime autoritário. Naquela ocasião, jogadores foram vigiados pela polícia secreta e um deles, o zagueiro Ernst Jean-Joseph, foi deportado após falhar em um teste antidoping. Meio século depois, a classificação para 2026 veio em meio a uma crise humanitária, com gangues armadas dominando o país e impossibilitando jogos em casa. O técnico Sebastian Migne, que nunca pisou em solo haitiano, montou o time vasculhando ligas europeias em busca de jogadores com ascendência haitiana.

O sorteio não foi generoso: o Haiti caiu no Grupo C, considerado um dos mais fortes, com Brasil, Escócia e outra seleção. A derrota na estreia deixou o time pressionado para ao menos pontuar contra o Brasil.

Forças e fraquezas do time caribenho

O Haiti de Migne aposta em contra-ataques rápidos e eficientes. Na preparação, venceu a Nova Zelândia por 4 a 0 em um amistoso, mostrando poder ofensivo. As contratações inteligentes de jogadores naturalizados trouxeram qualidade ao ataque e meio-campo. No entanto, a formação aventureira no esquema 4-2-3-1 expõe a defesa. Diante da superioridade técnica do Brasil, é provável que o time adote um 4-4-2 mais cauteloso, recuado e protegendo a linha defensiva para tentar explorar os contra-ataques.

Outro ponto de atenção é o goleiro Johny Placide, figura importante que voltou recentemente de uma cirurgia no joelho. Sua condição física pode ser um fator de risco contra o ataque brasileiro.

Jogadores para ficar de olho

O atacante Wilson Isidor, do Sunderland, é a principal esperança de gol. Ele marcou em sua estreia como titular e já soma seis gols na Premier League. Jean-Ricner Bellegarde, do Wolves, é o motor do meio-campo, com capacidade de destruir e criar jogadas. Já o goleiro Jonny Placide, embora nascido na França, é o símbolo da equipe haitiana e tem a responsabilidade de segurar os ataques brasileiros.

Esses jogadores representam a mescla entre a diáspora haitiana e a garra local. Para o Brasil, será preciso atenção redobrada às bolas paradas e às transições rápidas do adversário.

Você pode acompanhar os lances, tabelas e as novidades sobre esportes em tempo real aqui na SpaceMoney.