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Banco do Brasil

Banco do Brasil recua com renúncia de Rubem Novaes da presidência

27 julho 2020 - 11h55Por Investing.com

Por Gabriel Codas - Investing.com - Na parte da manhã desta segunda-feira na bolsa paulista, as ações do Banco do Brasil (SA:BBAS3) operam com queda, indo na contramão do Ibovespa hoje. Pesa contra os papéis do banco estatal a renúncia do presidente-executivo, Rubem Novaes, divulgada em fato relevante na sexta-feira, . A carta de demissão foi entregue ao presidente Jair Bolsonaro e ao ministro da Economia, Paulo Guedes, válida a partir de agosto.

Nesse sentido, por volta das 11h26, os papéis tinham desvalorização de 0,15% a R$ 33,90 na bolsa paulista, com mínima em R$ 33,54. O Ibovespa registrava alta de 1,31% a 103.724 pontos.

Visão dos analistas

Para a XP Investimentos, o movimento não era esperado e o mercado deve reagir negativamente, como está ocorrendo neste pregão. Apesar disso, a equipe manteve a recomendação de compra e preço-alvo de R$ 43,00 por acreditar que o banco esteja bem defendido para a crise atual, possui boa competitividade digital e parte dos riscos políticos já precificados.

Os analistas acreditam que o banco seja operacionalmente bem defendido, porém esperam que parte do desconto do banco seja devido a percepção por parte do mercado de riscos políticos. Uma vez que a renúncia do CEO ocorre sem a devida transição, com nome de um substituto ou interino a serem selecionados, o movimento pode passar uma sinalização negativa para o mercado. Sendo assim, aguardam melhores explicações por parte do Banco do Brasil.

Existe ainda a oportunidade de o governo, que é o controlador, selecionar alguém que tenha boa percepção por parte do mercado para liderar o banco, o que viria a ser positivo após a escolha. Um executivo de mercado seria ideal, porém também existem oportunidades em funcionários de carreira com boa percepção pelo mercado, como era o caso de Marcelo Labuto.

Renúncia

O banco não informou quando o pedido de renúncia foi apresentado e afirmou que ela terá efeitos em agosto, “em data a ser definida”. 

Segundo o BB, Novaes, pediu demissão por entender que o BB “precisa de renovação para enfrentar os momentos futuros de muitas inovações no sistema bancário”.

O anúncio acontece em meio aos preparativos para o PIX, sistema instantâneo de pagamentos, e do open banking, ambos projetos liderados pelo Banco Central para ampliar a competição no setor bancário e que devem entrar em vigor no final do ano.

Novaes, forte defensor da privatização do BB e indicado ao cargo por Guedes em novembro de 2018, ficou pouco mais de 18 meses no cargo. Segundo uma fonte próxima do executivo, Novaes já vinha nos últimos meses manifestando cansaço e interesse em ficar mais tempo com a família.

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