Ibovespa dólar

ABERTURA: Ibovespa dispara 11% após tombos da semana; dólar cai

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O Ibovespa, principal índice acionário da B3, a bolsa brasileira, abriu em alta o pregão desta sexta-feira (13), na onda de recuperação das bolsas internacionais. Por volta das 10h20, os ganhos eram de 11,16%, aos 80.685,11 pontos.

O dólar comercial abriu em baixa, com desvalorização de 1,76% ante o Real e cotado a R$ 4,702. Ontem, a moeda norte-americana chegou a valer R$ 5, mas os leilões do Banco Central, a serem repetidos hoje, conteve a alta.

Ontem, foram acionados 2 circuit breakers, uma quando as perdas passaram de 10%, logo às 10h20, e outra vez por volta das 11h. Foi a quarta parada nos negócios durante a semana, com os ânimos acirrados por conta dos estragos da pandemia de coronavírus na economia.

A semana já começou com pânico generalizado nos mercados, com o preço do petróleo e os receios com o surto da nova doença. Na segunda-feira, a bolsa ficou parada por meia hora, com o o primeiro circuit breaker da semana. Na quarta-feira, o episódio se repetiu.

Veja os principais fatores que influenciam o mercado financeiro na sessão de hoje:

Mercados internacionais

No Japão, o Nikkei teve forte recuo, de mais de 6%. A Bolsa de Xangai também encerrou o pregão em queda, de mais de 1%.

Na Europa, DAX 30 e CAC 40 tinham forte alta, com ganhos de mais de 6%. O índice FTSE 100 disparava mais de 8%.

Já em Nova York, os futuros operavam em campo positivo. Ontem, Wall Street também acionou circuit breaker de 15 minutos após quedas na bolsa superarem 7%.

Leia mais: No Japão, ações fecham em queda e o Índice Nikkei 225 recua 6,02%

Coronavírus

Na última quarta-feira, a OMS (Organização Mundial da Saúde) declarou que o surto de COVID-19 é uma pandemia, e o número de afetados e óbitos deve aumentar. Ao redor do globo, são quase 140 mil ocorrências, com mais de 5 mil mortos. No Brasil, são mais de 130 casos.

Estímulos ao redor do mundo

Nesse contexto, bancos centrais globais agem para tentar conter os estragos da crise. O Federal Reserve, dos Estados Unidos, recompraram títulos do governo que somam US$ 1,5 trilhões. Além disso, a Câmara norte-americana prossegue nos trabalhos do pacote econômico prometido pelo presidente Trump. BCs do Japão e Europa não cortaram juros, mas anunciaram injeção de liquidez, assim como o Fed.

No Brasil

As expectativas se voltam para a reunião do Copom, na semana que vem, mas, enquanto isso, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, disse que os trabalhos na casa serão focados em medidas econômicas para responder à pandemia de COVID-19. O governo, por sua vez, antecipou a primeira metade do 13º salário dos aposentados pelo INSS, para estimular a economia.

O presidente Jair Bolsonaro aguarda o resultado do seu teste para o coronavírus após o secretário de Comunicação Social da Presidência, Fábio Wanjgarten, ter sido diagnosticado com a doença. Além disso, o presidente pediu, em live nas redes sociais, que os manifestantes do dia 15 de março repensem o protesto marcado para domingo, solicitação acatada pelos organizadores.