domingo, 05 de dezembro de 2021
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Ibovespa Futuro cai com Previdência e nova preocupação comercial

02 julho 2019 - 10h09Por Investing.com
Após fechar a sessão da véspera com ganhos, a manhã desta terça-feira para o índice futuro do Ibovespa começa com desvalorização de 0,18% aos 101.915 pontos. O cenário voltou a ser de cautela pela questão comercial internacional. Por aqui, a possibilidade de o relatório da Reforma da Previdência não ser votado nesta semana ganha força. Dólar opera estável a R$ 3,8397. O líder do governo na Câmara dos Deputados, Major Vitor Hugo (PSL-GO), afirmou nesta segunda-feira que a tendência atual é de Estados e municípios ficarem fora do relatório da reforma da Previdência e que isso não seria considerado uma derrota para o governo. Segundo o líder, também não há acordo, ainda, sobre eventuais concessões a categorias policiais, um dos pontos que tem causado atrito nesses últimos dias. Governadores devem se reunir com o relator e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), na manhã da terça-feira para tentar um acordo. A leitura da complementação de voto de Moreira também deve ocorrer na terça-feira, mas segundo o relator, isso está “aberto para o debate”.

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Em maio de 2019, a produção industrial nacional caiu 0,2% frente a abril (série com ajuste sazonal), eliminando parte do acréscimo de 0,3% do mês anterior. No confronto com maio de 2018 (série sem ajuste sazonal), a indústria cresceu 7,1%, após registrar quedas em março (-6,2%) e abril (-3,9%). Assim, o setor industrial acumulou perda de 0,7% nos cinco primeiros meses de 2019. O acumulado dos últimos 12 meses, ao passar de -1,1% em abril para 0,0% em maio, interrompeu a trajetória descendente iniciada em julho de 2018 (3,3%). Poucos dias depois de alcançar uma trégua na guerra comercial entre Estados Unidos e China, o governo norte-americano aumentou na segunda-feira a pressão sobre a Europa em uma antiga disputa sobre subsídios a aeronaves, ameaçando com tarifas sobre 4 bilhões de dólares em produtos adicionais da UE. O gabinete do Representante de Comércio dos EUA divulgou uma lista de produtos adicionais —incluindo azeitonas, queijo italiano e uísque escocês —que podem ser afetados com tarifas, além de produtos no valor de 21 bilhões de dólares que foram anunciados em abril. Investidores também voltaram as atenções para fatores domésticos da China, observando se o governo pode diminuir as medidas de estímulo dada a trégua comercial. Bolsas Internacionais Em TÓQUIO, o índice Nikkei avançou 0,02%, a 21.734 pontos. Em HONG KONG, o índice HANG SENG registrou ganhos de 1,17% aos 28.875 pontos. Em XANGAI, o índice SSEC perdeu 0,03%, a 3.043 pontos. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, avançou 0,03%, a 3.937 pontos. A terça-feira mostra-se ligeiramente positiva para a maior parte dos mercados de ações da Europa. Em Frankfurt, o DAX registra ganhos de 0,01% aos 12.522 pontos, enquanto que em Londres, o FTSE soma 0,62% aos 7.544 pontos. Já em Paris, o CAC avança 0,04% aos 5.570 pontos. Commodities Mais uma vez a sessão desta terça-feira foi marcada pela forte valorização dos contratos futuros do minério de ferro, que são negociados na bolsa de mercadorias da cidade chinesa de Dalian. O ativo com o maior volume de negócios, com data de entrega em setembro do atual calendário, teve avanço de 5,20% a 900,00 iuanes por tonelada, o que representa um avanço de 44,50 iuanes no dia. Por outro lado, a jornada foi negativa para os papéis futuros do vergalhão de aço, que são transacionados na bolsa de mercadorias da também chinesa cidade de Xangai. O contrato de maior liquidez, com vencimento em outubro, perdeu 55 iuanes para um total de 4.053 iuanes para cada tonelada do produto. Já o de janeiro, segundo em volume de negócios, caiu 24 iuanes para 3.776 iuanes por tonelada. Já o petróleo tem um dia de trégua na manhã desta terça-feira nos principais mercados. Em Nova York, o barril do tipo WTI cede 0,29%, ou US$ 0,17, a US$ 58,92. Já em Londres, o Brent perde 0,35%, ou US$ 0,23, a US$ 64,83. Mercado Corporativo Bradesco O Bradesco (BBDC4) anunciou nesta segunda-feira que aceitou pagar 14,5 milhões de dólares para encerrar uma ação coletiva que investidores moviam contra o banco nos Estados Unidos. “A celebração do acordo não representa reconhecimento de culpa ou admissão de responsabilidade por parte do Bradesco, mas tem por finalidade evitar incertezas, custos e ônus relacionados à continuação da class action”, afirmou o banco em comunicado. O acordo celebrado na Corte Distrital Sul de Nova York atende investidores que compraram recibos de ações (ADS) do Bradesco entre 8 de agosto de 2014 e 27 julho de 2016. BRF A BRF (BRFS3) negou nesta segunda-feira ter recebido ofertas por alguns de seus ativos no Oriente Médio. Em resposta a uma solicitação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a exportadora de carne de aves afirmou que avalia alternativas para seus investimentos no Oriente Médio, que podem envolver a formação de parcerias, “incluindo, a venda de participações minoritárias a parceiros estratégicos”. No entanto, a companhia acrescentou que “não recebeu, até o momento, qualquer oferta de aquisição de participação nos ativos detidos pela companhia na região”. Petrobras A Petrobras (PETR4) elevará o preço médio do diesel em suas refinarias em 0,0810 real por litro a partir de terça-feira, um reajuste de 3,9%, para um valor médio de 2,1474 reais/litro, enquanto o preço da gasolina segue inalterado, informou a estatal em seu site nesta segunda-feira. O reajuste é o primeiro no diesel desde 13 de junho, quando a empresa havia reduzido a cotação média em 4,6% e anunciado uma alteração em sua política de preços, que deixou de ter periodicidade definida para os reajustes. BR Distribuidora A BR Distribuidora (BRDT3) informou que realizou na sexta-feira passada o pré-pagamento de 423 milhões de reais em Termos de Compromissos Financeiros (TCFs) oriundos do Acordo de Obrigações Recíprocas (AOC) celebrado com o fundo de pensão Petros, sua controladora Petrobras e outras entidades sindicais em 2006. Em comunicado nesta segunda-feira, a distribuidora de combustíveis da Petrobras afirmou que o pagamento antecipado “mostrou-se uma alternativa vantajosa, em face do custo médio ponderado das dívidas, a situação atual de caixa e o custo marginal de captação”. O acordo, segundo a BR, tinha como contexto a busca de uma solução para o reequilíbrio do Plano Petros, fundo de pensão de trabalhadores da Petrobras. Originalmente, os pagamentos iriam até 2028, com correção por IPCA + 6% ao ano. Light A elétrica Light (LIGT3) está preparando uma oferta de ações que deve envolver ao menos 2 bilhões de reais e pode ser divulgada ainda nesta segunda-feira, disseram à Reuters três fontes com conhecimento do assunto. A operação deve envolver a venda de novas ações e de parte da fatia da estatal mineira Cemig (CMIG4) na companhia, disseram as fontes, que falaram sob a condição de anonimato porque o negócio ainda não é público. A Cemig possui 49,99% da Light e colocou sua participação na elétrica entre ativos que podem ser vendidos em seu plano de desinvestimentos. Raia Drogasil A Raia Drogasil (RADL3), maior rede de drogarias do Brasil, anunciou a incorporação da Drogaria Onofre, cuja compra foi anunciada em fevereiro e concluída nesta segunda-feira. Segundo a Raia Drogasil, a operação, que depende de aprovação de seus acionistas em assembleia geral, resultará em maior eficiência operacional, administrativa e financeira, com aproveitamento de sinergias e redução de custos. De acordo com o comunicado, não haverá custos relevantes envolvidos na incorporação. Acordo Mercosul-UE A indústria produtora de aço do Brasil criticou nesta segunda-feira o acordo preliminar de livre comércio assinado entre Mercosul e União Europeia, afirmando que o pacto não trará ganhos para o setor. “Com o acordo, a indústria brasileira do aço perde a preferência em relação ao Mercosul e ainda corre o risco de ter material de países fora do bloco da União Europeia, entrando no mercado por meio de empresas da região travestido de material local”, disse o Instituto Aço Brasil (IABr). Agenda de Autoridades O presidente Jair Bolsonaro inicia a terça-feira com uma reunião com Tereza Cristina, Ministra de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, recebendo em seguida José Roberto Tadros, Presidente da Confederação Nacional do Comércio. Ainda pela manhã, recebe também os deputados Roberto de Lucena (PODEMOS/SP) e Celso Russomanno (PRB/SP), fechando a manhã se reunindo com Fernando Azevedo, Ministro de Estado da Defesa. Na parte da tarde, participa da 15ª Reunião do Conselho de Governo. O ministro da Economia, Paulo Gudes, participa na parte da manhã de uma Reunião de Governança na sede do Ministério. De tarde, estará presente na reunião do Conselho de Governo. Com Reuters.
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