
As taxas do Tesouro Direto abriram esta quarta-feira (15) em leve ajuste de alta, revertendo parcialmente o movimento de compressão registrado no fechamento anterior. O ambiente externo seguiu pressionando os ativos domésticos, com investidores monitorando de perto as indefinições em torno das relações entre Estados Unidos e Irã, que mantêm o apetite por risco contido nos mercados globais.
Prefixados registram alta moderada
Entre os títulos prefixados, o viés foi de alta generalizada, ainda que sem movimentos bruscos. O Tesouro Prefixado com vencimento em 2029 avançou de 13,23% para 13,26% ao ano. Já o título com vencimento em 2032 subiu de 13,45% para 13,51% ao ano.
A abertura das taxas reflete o ajuste de prêmio que o mercado exige diante da maior incerteza no cenário externo. Tensões geopolíticas envolvendo EUA e Irã elevam a aversão ao risco e pressionam os juros futuros, especialmente nos vértices mais longos da curva.
Contexto macroeconômico como pano de fundo
O comportamento das taxas do Tesouro Direto está diretamente atrelado ao movimento dos contratos de juros futuros na B3. Qualquer deterioração do humor externo tende a se traduzir rapidamente em abertura de taxas nos papéis soberanos brasileiros.
A indefinição sobre a política externa norte-americana e seus desdobramentos no mercado de petróleo adiciona volatilidade ao cenário. Para os investimentos em renda fixa, o movimento de curto prazo reforça a atenção dos operadores sobre os dados macroeconômicos dos próximos dias.
Taxas do Tesouro Direto em 15/04/2026
Prefixados
Tesouro Prefixado 2029: 13,26% ao ano (anterior: 13,23%)
Tesouro Prefixado 2032: 13,51% ao ano (anterior: 13,45%)



