O fundo imobiliário Rio Bravo Renda Varejo (RBVA11) assinou dois contratos de locação com a rede de academias Ultra para imóveis na Avenida Paulista e na Avenida Duque de Caxias, ambos em São Paulo. Os acordos têm prazo de 20 anos, com vigência até março de 2046, e devem reduzir a vacância física do portfólio de 8,2% para 6,5%.

Estrutura dos contratos e impacto na receita

Os contratos foram firmados com a Ultrainvest Investimentos e Participações, holding controladora da rede Ultra. A operação marca a primeira locação simultânea de dois ativos do RBVA11 para um mesmo inquilino.

O imóvel da Avenida Paulista possui área total de 2.857 m², incluindo rooftop e vagas de garagem. O da Avenida Duque de Caxias conta com 2.107 m² e estacionamento. Ambos combinam aluguel fixo com parcela variável atrelada ao desempenho das unidades.

Modelo de receita variável

No ativo da Paulista, o fundo receberá 20% do faturamento da unidade e 15% da receita de estacionamento. No da Duque de Caxias, a parcela variável será de 15% do faturamento e 15% da receita da garagem. O modelo híbrido expõe o RBVA11 diretamente ao desempenho operacional do inquilino.

O RBVA11 já possui um terceiro imóvel ocupado pela bandeira Ultra na região da Berrini. Com as novas locações, o setor de bem-estar passa a representar 5,1% da carteira do fundo, ampliando a diversificação setorial do portfólio.

Impacto estimado por cota e dividendos

A gestora Rio Bravo estima impacto positivo de aproximadamente R$ 0,0015 por cota ao mês, considerando apenas o aluguel fixo após o encerramento do período de carência. O guidance de distribuição de dividendos em R$ 0,09 por cota mensais para o semestre, no entanto, permanece inalterado.

Para investidores que acompanham o segmento de investimentos em fundos imobiliários, a combinação de redução de vacância e receita variável representa um vetor de crescimento incremental para o fundo no médio prazo.

Desempenho do IFIX no pregão de 28 de maio

O IFIX, principal índice de fundos imobiliários da B3, encerrou a sessão de quinta-feira (28) aos 3.861,52 pontos, com alta de 0,20%. No acumulado do mês, o indicador registra queda de 1,74%. No ano, avança 2,28%.

Maiores altas do pregão

O BPML11 liderou os ganhos do dia com valorização de 3,51%, seguido pelo GTWR11 (+2,40%) e pelo BCRI11 (+1,99%). O MFII11 subiu 1,73% e o XPCI11 avançou 1,49%.

Maiores quedas do pregão

O CACR11 registrou o maior recuo da sessão, com queda de 8,32%, negociado a R$ 25,58. O DEVA11 cedeu 3,58%, fechando a R$ 18,30, enquanto o PCIP11 recuou 0,99%, a R$ 83,00. O GZIT11 caiu 0,61% e o RZAK11 encerrou com baixa de 0,60%.