
Pesquisa Futura/Apex divulgada nesta terça-feira (16) aponta Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança da corrida presidencial de 2026, com 41,6% das intenções de voto no primeiro turno, contra 34,1% do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O levantamento, que ouviu 2.000 eleitores em 861 municípios entre 8 e 12 de junho, também consolida a vantagem do atual presidente em todos os cenários de segundo turno simulados, reforçando a percepção de um ambiente macroeconômico mais favorável à reeleição. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com 95% de confiança.
Em relação ao levantamento anterior, Lula recuou 0,9 ponto percentual, enquanto Flávio Bolsonaro perdeu 1,5 ponto. Entre os demais candidatos, Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 4,5%; Romeu Zema (Novo) com 3,5%; Renan Santos (Missão) com 2,3%; Joaquim Barbosa (DC) estreou com 2,1%; Cabo Daciolo (Mobiliza) com 1,1%; e Augusto Cury (Avante) com 0,9%. Brancos e nulos somam 6,3%, e 3,7% não souberam responder. A pesquisa registrada no TSE (BR-01461/2026) indica que, mesmo com o recuo pontual, Lula mantém a dianteira numérica e projeta um cenário de reeleição consolidado.
Impacto da aprovação presidencial sobre o mercado
Pela primeira vez desde fevereiro, a aprovação do presidente Lula superou a desaprovação: 49,6% dos entrevistados aprovam seu governo, contra 47,7% que desaprovam. Em maio, a aprovação era de 44,9% e a desaprovação de 51,8%. A melhora na avaliação também se reflete nos índices de ótimo/bom, que subiram de 37,5% para 39,8%, enquanto a soma de ruim/péssimo caiu de 45,7% para 41,4%. Esses números podem influenciar a percepção de risco político entre investidores, que monitoram a estabilidade fiscal e as reformas estruturais. Você pode acompanhar os indicadores e os destaques da macroeconomia em tempo real aqui na SpaceMoney.
Simulações de segundo turno e fragmentação eleitoral
No cenário principal de segundo turno, Lula venceria Flávio Bolsonaro por 48,1% a 42,9%, com alta de 0,4 ponto percentual do petista e avanço de 0,7 ponto do senador em relação a maio. Contra Romeu Zema, Lula atingiria 48,5% contra 34,9%; contra Ronaldo Caiado, 45% a 36,3%; e contra Renan Santos, 48,3% a 30,8%. A pesquisa também testou cenários sem a presença de Flávio Bolsonaro: Lula obteve 42,7%, enquanto Caiado (16,5%), Zema (13,5%) e Renan Santos (6,1%) herdariam parte dos votos do eleitorado bolsonarista. A fragmentação sugere que, mesmo com a redução de intenções, a base do presidente se mostra resiliente e capaz de vencer com folga em qualquer configuração.
Análise dos cenários reduzidos e tendências
Em um cenário com apenas cinco candidatos (excluindo Barbosa, Daciolo e Cury), Lula teria 39,8%, Flávio Bolsonaro 32,8%, Caiado 8,5%, Zema 5,3% e Renan Santos 3,5%. A ausência de nomes do PL ou de outros representantes do bolsonarismo dilui os votos entre candidatos de centro-direita, mas sem ameaçar a liderança petista. Os dados indicam que, a menos que haja uma reversão abrupta na avaliação econômica ou escândalos de última hora, a trajetória de reeleição de Lula permanece firme, com reflexos diretos sobre o apetite por risco nos ativos domésticos – especialmente títulos públicos e ações de empresas estatais.





