
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,58% em maio, desacelerando frente ao avanço de 0,67% em abril, mas ainda acima da mediana das projeções do mercado, que esperava 0,55%. O dado, divulgado pelo IBGE nesta sexta-feira (12), mantém a inflação acumulada em 12 meses em 4,72%, superando o teto da meta perseguida pelo Banco Central, de 4,5%.
Alta acima das expectativas do mercado
O resultado surpreendeu analistas que esperavam uma desaceleração mais intensa. Embora o ritmo mensal tenha arrefecido, a composição dos preços mostra pressões disseminadas, especialmente em serviços e alimentos. O IPCA acumulado nos últimos 12 meses agora ultrapassa o limite superior da meta, que é de 4,5%, após ter ficado em 4,39% no mês anterior. A leitura reforça o cenário de inflação persistente, que tem desafiado as projeções e a comunicação do Banco Central.
Inflação acumulada supera teto da meta
Com o índice acumulado em 4,72%, a inflação oficial ultrapassa o teto estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que define a meta contínua de 3% com margem de 1,5 ponto percentual. Esse é um sinal de alerta para a autoridade monetária, que já vinha sendo questionada sobre a eficácia da política de juros elevados para conter os preços. O resultado de maio eleva a probabilidade de que o Banco Central mantenha a Selic em patamar restritivo por mais tempo, ou até mesmo considere um novo aperto monetário.
Pressão sobre a política monetária do BC
O dado veio em meio a um contexto de revisão para cima das projeções no Boletim Focus. Economistas elevaram as estimativas para o IPCA e para a Selic nos próximos anos, indicando que o mercado espera juros elevados por um período prolongado. A decisão de maio do Copom já havia sinalizado cautela, e o novo número de inflação deve reforçar a necessidade de manter a política monetária contracionista. A comunicação do Banco Central nos próximos dias será crucial para ancorar as expectativas e evitar desancoragem adicional. Você pode acompanhar os impactos de mercado em macroeconomia em tempo real aqui na SpaceMoney.





