
As ofertas de Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) saltaram de R$ 3,4 bilhões para R$ 11,7 bilhões em julho, mais que triplicando na comparação anual, segundo dados da Anbima compilados pelo Monitor do Mercado. O avanço foi decisivo para sustentar os R$ 67,9 bilhões movimentados pelo mercado de capitais no mês, alta de 4% sobre os R$ 65,3 bilhões de julho de 2025.
No acumulado de janeiro a julho, as captações somam R$ 429,8 bilhões, crescimento de 8,8% em relação aos R$ 394,9 bilhões do mesmo período do ano anterior.
FIIs ganham tração com busca por diversificação
O presidente do Fórum de Estruturação de Mercado de Capitais da Anbima, Guilherme Maranhão, atribui parte do desempenho à busca por diversificação. Segundo o Monitor do Mercado, Maranhão afirmou que os FIIs vêm ganhando tração ao longo do ano e que a categoria mantém atratividade tanto para investidores quanto para emissores, mesmo em um ambiente de juros elevados.
Debêntures seguem como principal instrumento
As debêntures continuaram liderando as captações, com R$ 33,1 bilhões em ofertas encerradas em julho, o equivalente a 48,8% do volume total. O resultado, porém, ficou abaixo dos R$ 46,4 bilhões registrados no mesmo mês de 2025.
Os Fiagros também avançaram, com ofertas de R$ 145,3 milhões em julho, ante R$ 54,2 milhões um ano antes.
Follow-ons, FIDCs e o recuo de CRIs e CRAs
Na renda variável, os follow-ons movimentaram R$ 9,6 bilhões em julho, contra R$ 400 milhões no mesmo mês de 2025, sem novas ofertas iniciais de ações (IPOs). Para Maranhão, o volume indica que as companhias listadas continuam encontrando janelas para captar recursos.
Os FIDCs somaram R$ 6,7 bilhões em ofertas, alta de 16,7% na comparação anual. Já os CRIs totalizaram R$ 1,8 bilhão, queda de 48,9%, enquanto os CRAs alcançaram R$ 776,8 milhões, recuo de 66,7%.





