Goldman Sachs compra gestora de ETFs NEOS
Goldman Sachs amplia presença no mercado de ETFs com a compra da NEOS

O Goldman Sachs fechou acordo para adquirir a gestora de fundos negociados em bolsa NEOS Investments por até US$ 2,25 bilhões, incorporando ao seu braço de gestão de ativos uma plataforma de US$ 30 bilhões em ETFs de renda, incluindo produtos expostos a Bitcoin e Ether. A operação, segundo o banco, deve ser concluída no primeiro trimestre de 2027, sujeita à aprovação regulatória.

A NEOS administra hoje 19 ETFs de renda baseados em estratégias com opções, entre eles o Bitcoin High Income ETF (BTCI), o Boosted Bitcoin High Income ETF (XBCI) e o Ethereum High Income ETF (NEHI). Esses fundos combinam exposição a Bitcoin (BTC) ou Ether (ETH) com mecanismos de opções projetados para gerar renda mensal aos cotistas.

Aquisição reforça presença do Goldman em ETFs estruturados

A transação prevê a incorporação de toda a equipe da NEOS pela Goldman Sachs Asset Management, incluindo os cofundadores Troy Cates e Garrett Paolella. O movimento amplia a atuação do banco no segmento de ETFs estruturados, que utiliza opções como ferramenta para distribuição periódica de renda.

O Goldman Sachs afirmou que a aquisição, somada à recente compra da Innovator Capital Management, elevará sua plataforma global de ETFs para cerca de US$ 130 bilhões em ativos. Com isso, o banco deve se tornar a oitava maior gestora ativa de ETFs do mundo.

Analista da Bloomberg classifica negócio como “semi-choque”

O analista de ETFs da Bloomberg, Eric Balchunas, classificou a operação como um “semi-choque”. Na avaliação dele, chamam a atenção o rápido crescimento da NEOS desde sua fundação em 2022 e a sequência de aquisições no setor fechadas pelo Goldman Sachs em curto intervalo de tempo.

Compra ocorre após redução de exposição a ETFs de criptomoedas

A movimentação acontece depois de o Goldman Sachs ter reduzido, no primeiro trimestre, sua exposição divulgada a ETFs de criptomoedas. O banco se desfez de fundos atrelados a XRP e Solana e também diminuiu posições em ETFs de Bitcoin e Ether.

Apesar do ajuste, a instituição ainda reportou mais de US$ 700 milhões em participações em ETFs de Bitcoin ao final do trimestre, o que indica que a redução não resultou em uma saída completa do segmento.