
Os ETFs de Bitcoin negociados nos Estados Unidos registraram uma captação líquida de US$ 731 milhões na quinta-feira, marcando o maior fluxo diário desde janeiro. O resultado elevou o patrimônio combinado do segmento para US$ 103 bilhões, um recorde que reflete o apetite crescente dos investidores por exposição regulamentada à maior criptomoeda do mundo. Todos os fundos do complexo avançaram quase 6% no mesmo dia.
Maior captação diária desde janeiro
O saldo positivo de US$ 731 milhões impressiona não apenas pelo volume, mas pela abrangência. Segundo as informações disponíveis, cada um dos ETFs que compõem o mercado americano de produtos de Bitcoin à vista apresentou valorização de quase 6% durante o pregão de quinta-feira, sinal de que a entrada de recursos não se concentrou em um único emissor. A sincronia entre os fundos sugere uma demanda consistente do mercado por esse tipo de veículo.
O valor registrado supera os patamares vistos nos últimos meses, ficando atrás apenas dos recordes de janeiro, quando a indústria vivia o auge do lançamento. A comparação com o início do ano indica que o mercado de ETFs de Bitcoin voltou a atrair a atenção de grandes investidores, que enxergam nos produtos uma forma de participar da alta do ativo sem precisar lidar com custódia e segurança diretamente.
IBIT concentra mais da metade dos recursos
O fundo iShares Bitcoin Trust, da BlackRock, negociado sob o ticker IBIT, foi o grande protagonista do movimento. Sozinho, o IBIT respondeu por mais da metade dos US$ 731 milhões captados na quinta-feira, evidenciando a força da marca da gestora e a confiança do mercado em seu produto. Com mais da metade do fluxo, a gestora global reforça sua posição de liderança entre os emissores de ETFs de criptomoedas nos Estados Unidos.
Ainda que o IBIT tenha dominado as entradas, o desempenho dos demais fundos do complexo mostra que o interesse pelo Bitcoin regulado é amplo. Todos os ETFs de Bitcoin à vista registraram alta de quase 6% no dia, o que confirmou uma leitura otimista sobre a continuidade dos fluxos para o setor. A combinação entre um grande player e vários outros produtos em ascensão mantém o mercado atento aos próximos pregões.
Patrimônio do setor bate recorde de US$ 103 bilhões
Com o ingresso bilionário desta quinta-feira, os ETFs de Bitcoin dos Estados Unidos passaram a custodiar US$ 103 bilhões em ativos, pela primeira vez acima desse patamar. A marca representa um marco simbólico e prático para a indústria, que passou de uma novidade periférica a uma das principais pontes entre as finanças tradicionais e o ecossistema das criptomoedas.
O crescimento do patrimônio indica maior liquidez e tração para esses produtos, fatores cada vez mais relevantes para participantes institucionais, como fundos de pensão e gestores de grandes carteiras. Em um cenário de alta do Bitcoin, a facilidade de exposição via ETFs tende a acelerar a adoção entre investidores que exigem estruturas reguladas e transparentes.
Alta do Bitcoin reforça apetite por ETFs
Os números foram divulgados em um dia de valorização das criptomoedas. O Bitcoin, ativo que lastreia os ETFs, subia 4,13% nas últimas 24 horas e era negociado a US$ 80.839,63, segundo dados de mercado compilados pela reportagem. O movimento esteve alinhado ao desempenho de outros grandes criptoativos, como Ethereum e Solana, que também avançavam.
O fluxo bilionário para os fundos ocorre em um momento de forte alta do ativo digital, que renovou o otimismo dos participantes do mercado. Os ETFs, por sua vez, seguem como uma das principais portas de entrada para investidores que buscam exposição ao Bitcoin sem abrir mão da segurança de um produto negociado em bolsa.





