O sócio e CIO da MSX Invest, Marco Saravalle, detalhou as diferenças entre assessores e consultores de investimentos. Segundo ele, dois aspectos ajudam a separar os modelos: a forma de pagamento e o grau de independência do profissional.

No caso do consultor, o cliente paga diretamente pelo serviço. O desembolso pode ser mensal, trimestral ou anual, conforme o contrato. Saravalle afirma que esse formato deixa claro quanto o investidor gasta com o acompanhamento. Já na assessoria, a remuneração costuma vir embutida nas taxas e nas operações ligadas aos produtos financeiros, o que reduz a percepção do custo, de acordo com o executivo.

Ele também aponta que o consultor tende a atuar de modo independente e pode acompanhar o patrimônio na instituição escolhida pelo cliente. Muitos assessores, por sua vez, têm vínculo contratual com corretoras. Na avaliação de Saravalle, o consultor presta serviço ao cliente, enquanto o assessor, mesmo com clientes próprios, também atende à corretora à qual está ligado. Essa distinção, diz, muda a visão sobre o atendimento.

O horizonte do trabalho é outro ponto citado. Para Saravalle, a consultoria se aproxima de um planejamento financeiro de longo prazo, com olhar para a construção do patrimônio ao longo de 2, 5, 10 e 20 anos. Na assessoria, parte dos profissionais pode focar demandas pontuais, como uma alocação específica, embora ele ressalte que isso não vale para todos. Entender remuneração, vínculo e horizonte ajuda o investidor a identificar qual serviço está contratando no segmento de investimentos.