
A Trezor, uma das maiores fabricantes de carteiras frias de criptomoedas do mundo, comunicou nesta quinta-feira que quase 14 mil clientes tiveram dados pessoais expostos depois que um de seus parceiros de logística, a ShipMonk, sofreu uma violação de segurança. O incidente comprometeu informações como nomes, endereços de e-mail, números de telefone e endereços de entrega, aumentando o risco de ataques de phishing e outras fraudes direcionadas aos usuários.
O que a violação de dados significa para os clientes
Segundo a Trezor, os dados de 11.742 clientes foram integralmente expostos, incluindo nomes, e-mails, telefones e endereços completos. Outros 1.947 usuários tiveram nomes, cidades e endereços de e-mail comprometidos. A empresa afirmou que o ataque não atingiu sua própria infraestrutura nem as carteiras de criptomoedas dos clientes, que permanecem seguras.
Os países afetados incluem Estados Unidos, Reino Unido, Suécia, Colômbia, Brasil, Itália e Portugal. A Trezor classificou o incidente como o primeiro em sua história a expor endereços de entrega de clientes, o que amplia o potencial de ataques personalizados, como golpes por telefone, mensagens de texto ou e-mails fraudulentos.
Fabricante orienta clientes a redobrar atenção
A Trezor informou, em sua conta oficial no X, que um de seus provedores de envio sofreu uma violação de dados que expôs informações sensíveis de pedidos. A empresa reforçou que a infraestrutura da Trezor e as carteiras dos clientes não foram comprometidas, mas recomendou que os usuários redobrem a atenção diante de possíveis tentativas de fraude.
Embora ainda não haja confirmação de uso indevido dos dados vazados, o histórico do setor mostra que informações desse tipo costumam ser exploradas em campanhas prolongadas de phishing e extorsão. A Trezor destacou que continuará monitorando a situação e que medidas adicionais de segurança estão sendo avaliadas.
Cenário global de ataques cibernéticos preocupa
O incidente com a Trezor ocorre em um momento em que o número de violações de dados no mundo atinge níveis recordes. Dados da SentinelOne, empresa norte-americana de segurança cibernética, apontam que os ataques aumentaram 17% em 2026 em comparação ao ano anterior, com uma média de 2.090 notificações de incidentes por semana.
A alta é contínua: desde janeiro, o crescimento mensal é de 3%, segundo a mesma fonte. Esse contexto acende um alerta para toda a indústria de criptoativos, que depende fortemente da confiança dos usuários em relação à segurança de plataformas e serviços.
Histórico de vazamentos no setor de carteiras
O vazamento na Trezor não é um caso isolado no mercado de carteiras de criptomoedas. A concorrente Ledger, por exemplo, já enfrentou episódios semelhantes envolvendo parceiros externos, que resultaram em campanhas de phishing e extorsão de longa duração contra clientes.
Esses casos reforçam que as informações vazadas permanecem sendo exploradas por golpistas por um longo período, mesmo depois da divulgação oficial da violação. A orientação para os clientes da Trezor é desconfiar de qualquer contato não solicitado que peça dados pessoais, senhas ou informações de carteiras.





