A fintech britânica Revolut recebeu aprovação preliminar da Autoridade Reguladora de Ativos Virtuais (VARA) de Dubai para atuar como prestadora de serviços de criptoativos nos Emirados Árabes Unidos. A licença permite que a empresa ofereça corretagem, gestão de investimentos e câmbio de ativos digitais para residentes locais por meio do aplicativo e da plataforma Revolut X. A autorização complementa a aprovação já concedida pelo Banco Central dos Emirados Árabes Unidos para atividades de pagamento, consolidando a posição da Revolut no mercado de criptomoedas do Oriente Médio.
Aprovação da VARA e planos de expansão
De acordo com o comunicado oficial, a aprovação de princípio foi concedida após análise criteriosa da VARA, que já licenciou 51 empresas para operar com ativos virtuais na região, sendo 22 delas ainda em estágio preliminar. Joseph Khair, chefe de ativos digitais da Revolut na zona franca dos Emirados, afirmou que o aval estabelece a base para a introdução de serviços confiáveis de ativos virtuais em um ambiente regulamentado. A empresa britânica, que recebeu licença bancária no Reino Unido em março, mantém pedidos semelhantes nos Estados Unidos e no Peru como parte de sua estratégia global de expansão.
A entrada no mercado dos Emirados Árabes representa um passo significativo para a Revolut, que busca diversificar suas operações em jurisdições com regulação clara para criptoativos. A VARA, criada em 2022, tem se tornado referência global na supervisão do setor, atraindo exchanges e fintechs que desejam operar dentro de um quadro legal definido. A expectativa é que a Revolut inicie as operações completas nos próximos meses, seguindo o exemplo de outras empresas como a Kraken, cuja controladora Payward também obteve aprovação preliminar em maio.
Desdobramentos regulatórios na Europa e movimento com USDT
Paralelamente, a Revolut anunciou a retirada da stablecoin Tether USDt (USDT) de sua plataforma na União Europeia e Suíça a partir de agosto. A decisão foi motivada por uma revisão de riscos sob o Regulamento de Mercados de Criptoativos (MiCA), que entrou em vigor em 1º de julho. A medida reflete a adaptação das empresas às novas exigências regulatórias europeias, que demandam licenciamento e conformidade com padrões de transparência e segurança. Embora o USDT seja a maior stablecoin em capitalização de mercado, sua exclusão das ofertas da Revolut na Europa sinaliza uma tendência de priorização de ativos que atendam aos critérios do MiCA.
O movimento ocorre em um momento em que a Revolut busca consolidar sua posição tanto em mercados emergentes quanto na Europa. A fintech, avaliada em mais de US$ 33 bilhões, tem ampliado seu portfólio de serviços financeiros tradicionais e digitais. Enquanto isso, a VARA continua a licenciar novas entidades, reforçando o papel de Dubai como hub global para inovação em blockchain e ativos digitais. A combinação de aprovações regulatórias em diferentes jurisdições posiciona a Revolut como um player relevante na interseção entre finanças tradicionais e criptomoedas.





