Criptomoedas e inteligência artificial em convergência
Grayscale estuda convergência entre IA e criptomoedas

A Grayscale, gestora de um dos maiores ETFs de Bitcoin do mercado, divulgou na terça-feira (11) um estudo que aponta quatro criptomoedas com potencial para se beneficiar do avanço da inteligência artificial (IA). Na avaliação da empresa, as duas tecnologias são complementares: enquanto a IA cria demandas que os sistemas tradicionais não conseguem suprir, as criptomoedas aparecem como solução para esses desafios.

Além da análise da Grayscale, outras companhias já buscam integrar os dois setores. A Cloudflare, por exemplo, lançou recentemente uma carteira de criptomoedas voltada para agentes de IA.

Pagamentos e finanças

O primeiro campo de convergência indicado pela gestora é o de pagamentos e finanças. Com a proliferação de agentes de IA, a Grayscale projeta que esses sistemas precisarão de carteiras programáveis, capazes de armazenar e movimentar capital sem intermediários. A atividade desses agentes deve impulsionar a demanda por micropagamentos, liquidação instantânea de transações internacionais e negociação e gestão de riscos automatizadas.

Nesse cenário, Ethereum e Solana seriam as criptomoedas mais bem posicionadas, na visão da Grayscale.

Verificação de computação e identidade

A segunda frente destacada envolve a necessidade de agentes de IA criarem registros verificáveis de computação, identidade humana online e reputação dos agentes. À medida que as empresas delegarem mais decisões à IA, elas precisarão verificar como essas decisões foram produzidas, incluindo quais modelos, dados e regras foram utilizados. Os usuários, por sua vez, precisarão distinguir humanos de agentes na internet.

A gestora cita como exemplo uma rede social que precise confirmar que uma conta pertence a uma pessoa única, sem exigir a revelação da identidade. Nesse ponto, a Worldcoin, criada por Sam Altman, CEO da OpenAI, se beneficiaria por ancorar esses registros em uma infraestrutura transparente e neutra.

IA descentralizada

O terceiro campo é o da IA descentralizada. A Grayscale observa que a inteligência artificial está concentrando capital, capacidade computacional e controle nas mãos de um pequeno grupo de laboratórios de ponta e grandes provedores de infraestrutura em nuvem, o que levanta preocupações sobre governança, viés e censura.

Para a gestora, o Bittensor é o projeto que pode ganhar tração nesse contexto, graças aos seus ecossistemas globais e abertos de IA, nos quais qualquer pessoa pode ter acesso e contribuir.

Vale destacar que a Grayscale já oferece ETFs de Ethereum e Solana, além de um fundo com exposição ao Bittensor.