Na segunda-feira (14), o Bitcoin tentava se recuperar e era cotado perto de US$ 77,8 mil. Na semana anterior, a principal criptomoeda do mercado caiu mais de 4%, com retiradas de instituições e incertezas no exterior.
Noah Cheung, country manager na Bitget Brasil, informou que os ETFs à vista de Bitcoin tiveram retiradas líquidas acima de US$ 462 milhões na última semana. O resultado encerrou três semanas seguidas de aportes nesses fundos.
O cenário macroeconômico também permanecia no radar. A inflação mais recente nos EUA deixou o mercado atento ao que o Federal Reserve pode fazer. A situação no Oriente Médio sustenta o dólar e pode pressionar ativos de maior risco.
Para Cheung, o quadro técnico não indica necessariamente uma piora mais forte. O RSI semanal, indicador de força relativa, está em cerca de 56 pontos, patamar que sugere impulso levemente positivo, sem sobrecompra.
Segundo ele, ainda existe espaço para o BTC se recuperar caso os fluxos institucionais melhorem e o ambiente macroeconômico fique mais favorável.
A agenda da semana pode elevar a volatilidade. Na terça-feira (15), o Senado norte-americano analisa a etapa processual do CLARITY Act, proposta sobre o mercado de ativos digitais. Na quarta-feira (16), o Fed decide os juros. Na quinta-feira (17), o Banco da Inglaterra define sua política monetária, e os investidores acompanham a inflação japonesa.
Na visão de Cheung, o Bitcoin pode registrar oscilações maiores diante dessa combinação de eventos, enquanto participantes do mercado aguardam indicações sobre liquidez, juros e fluxo institucional.





