Inovação e acessibilidade

Caixa Econômica e Banco do Brasil desenvolvem soluções de pagamentos off-line para o Drex

Bancos brasileiros avançam em iniciativas de pagamentos off-line, visando inclusão financeira e acesso a serviços em regiões remotas do país

Drex
Drex

A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil estão desenvolvendo, separadamente, soluções de pagamentos off-line para o Drex. Essa iniciativa, que faz parte do projeto-piloto do Banco Central, tem como objetivo democratizar o acesso aos serviços financeiros. Dessa forma, também garantir a inclusão de milhões de brasileiros que ainda não possuem conta em banco ou acesso à internet. 

A iniciativa do Banco do Brasil é realizada em conjunto com empresa alemã Giesecke + Devrient (G+D). Assim, o BB está se inspirando em soluções implementadas no mundo, como na CBDC de Gana. Já a Caixa Econômica Federal se uniu com a Elo e a Microsoft para desenvolver seu sistema de pagamentos off-line. 

Com as soluções off-line, os consumidores poderão realizar compras em lojas físicas utilizando seus celulares ou cartões. Assim, isso será possível mesmo em regiões remotas ou com instabilidade na conexão à internet.  

Testes comprovam a viabilidade da solução de pagamentos off-line para o Drex

Em um ambiente controlado, os bancos já realizaram testes com sucesso, possibilitando pagamentos off-line duplos consecutivos em locais sem internet. O diretor de vendas da Giesecke + Devrient (G+D), Hélio Inoue, afirmou que essa solução já realizou transações em aldeias remotas onde menos de 30% da população possui acesso à internet. 

O executivo de tecnologia do BB, Julierme de Souza, afirmou que a base dessa solução é token money. “Os dispositivos são operados off-line e temos a segurança de que o dinheiro está transitando entre as carteiras”.  

Porém, essa tecnologia só é possível graças a tecnologia blockchain. A ferramenta pode ajudar em situações de interrupção no fornecimento de energia e na falta de acesso à rede de internet.  

“Hoje, o Drex extrapola as fronteiras dos bancos com contratos inteligentes e tem vários pontos em que pode ser utilizado”, disse o diretor de tecnologia do Banco do Brasil, Rodrigo Mulinari ao falar como o Drex tem potencial de otimizar processos financeiros.