A Rico promoveu duas alterações em sua carteira recomendada de dividendos para setembro, com a saída de Vale (VALE3) e Itaú Unibanco (ITUB4) e a entrada de Iguatemi (IGTI11) e Localiza (RENT3). As mudanças foram divulgadas em relatório da corretora e refletem, principalmente, a redução do dividend yield esperado e a piora nas expectativas dos analistas para os dois papéis excluídos.
De acordo com dados da LSEG utilizados pela Rico, Iguatemi e Localiza entraram no portfólio diante do dividend yield considerado atrativo e da melhora nas projeções dos analistas. A nova composição mantém dez ações, todas com peso de 10%, seguindo metodologia quantitativa que combina o rendimento estimado para o fim do ano, as perspectivas de crescimento apontadas pelo mercado e a permanência do ativo nas últimas seis edições da carteira, critério usado para avaliar a consistência na distribuição de rendimentos.
Nova carteira de dividendos da Rico para setembro
Com as mudanças, o portfólio passou a ser formado por Allos (ALOS3), Bradesco (BBDC4), Cury (CURY3), Direcional (DIRR3), Iguatemi (IGTI11), Itaúsa (ITSA4), Petrobras (PETR4), Localiza (RENT3), Tenda (TEND3) e Energisa (ENGI11). O dividend yield estimado para 2026 varia de 2,9%, no caso da Energisa, a 16,1%, na Petrobras, conforme o consenso de mercado.
Veja a composição completa e os rendimentos projetados: Allos, com yield estimado de 13,4%; Bradesco, 8,8%; Cury, 10,8%; Direcional, 10,4%; Iguatemi, 5,6%; Itaúsa, 10,1%; Petrobras, 16,1%; Localiza, 7,6%; Tenda, 7,6%; e Energisa, 2,9%. Os percentuais são estimativas do consenso de mercado para 2026.
Por que Vale e Itaú saíram da carteira
A exclusão da Vale ocorreu após o papel apresentar dividend yield esperado menor e deterioração nas expectativas dos analistas, segundo os dados usados pela Rico. A mesma lógica foi aplicada ao Itaú Unibanco. A corretora também informou que a saída dos dois ativos teve como objetivo promover maior equilíbrio na estratégia de seleção da carteira.
Apesar da retirada, os dois papéis tiveram desempenho positivo ao longo do período em que integraram o portfólio. Até 31 de agosto, a Vale acumulava alta de 24% desde sua entrada, em dezembro de 2025, enquanto o Itaú Unibanco avançava 19,8% desde julho de 2025. Em agosto, contudo, os dois ativos recuaram: 4,9% no caso da Vale e 7,8% no Itaú.
Por que Iguatemi e Localiza entraram
A Rico destacou o dividend yield atrativo e a melhora nas expectativas dos analistas como os principais fatores para as inclusões. A estimativa de rendimento para 2026 é de 5,6% para Iguatemi e 7,6% para Localiza. Com as alterações, o portfólio mantém exposição relevante a setores como construção civil, petróleo, bancos, propriedades e transporte.
Desempenho histórico da carteira
A carteira de dividendos da Rico acumula retorno de 160,3% desde sua primeira publicação, em 31 de março de 2022, contra alta de 47,8% do Ibovespa no mesmo período, segundo o relatório. Em 2026, até o fim de agosto, o portfólio acumulava alta de 5,3%, enquanto o Ibovespa avançava 10,1%. Nos últimos 12 meses, a carteira registrava retorno de 15,9%, ante 25,5% do principal índice da bolsa brasileira.
A atualização da carteira ocorre em um momento de atenção dos investidores à qualidade dos proventos distribuídos pelas companhias listadas e à capacidade das empresas de sustentar o pagamento de dividendos em um cenário de juros elevados. A seleção quantitativa da Rico busca combinar rendimento esperado com perspectivas de crescimento e consistência histórica, o que explica a troca de papéis com menor projeção de retorno por ativos com melhora nas estimativas do mercado.
Para investidores que acompanham ações pagadoras de proventos, a nova composição reforça a preferência por empresas de setores como construção e locação de veículos, que passaram a apresentar expectativas mais favoráveis segundo o consenso reunido pela LSEG.





