A Carteira Empiricus Renda Extra chega a setembro sem mudanças na alocação, mas com a tese central de que o investidor precisa de uma combinação equilibrada entre renda, crescimento e proteção em um mês marcado por risco fiscal, juros globais e petróleo pressionado. A estratégia mantém a chamada alocação 60/25/15, com 60% do portfólio em renda fixa, 25% em ações e 15% em fundos imobiliários, totalizando 12 ativos em diferentes classes.
A recomendação é assinada pelo estrategista Matheus Spiess, que avalia que agosto terminou com um recado claro: em um ambiente de juros elevados, qualidade, solidez de balanço e geração de caixa continuam sendo atributos essenciais para buscar rentabilidade.
Cenário de setembro concentra risco fiscal, Super Quarta e petróleo
Na visão de Spiess, setembro começa com uma agenda capaz de reorganizar a precificação global. O radar inclui a proximidade das Eleições 2026 no Brasil, a escalada do conflito no Oriente Médio e a reunião de política monetária que envolve Brasil e Estados Unidos na chamada Super Quarta.
Apesar da trégua da inflação em agosto, com o IPCA-15 recuando 0,40%, o estrategista ressalta que as preocupações com o problema fiscal impediram um alívio mais amplo para a economia brasileira. Os investidores acompanham de perto as falas dos presidenciáveis sobre o rumo das contas públicas em 2027, especialmente com a eleição entrando em contagem regressiva.
Spiess lembra que a campanha eleitoral passou a ser precificada de forma mais direta nos ativos em agosto. O mês foi marcado por forte saída de capital estrangeiro da bolsa, com o Ibovespa acumulando onze quedas consecutivas e operando abaixo dos 165 mil pontos no pior momento.
Petróleo Brent acima dos US$ 90 pressiona juros globais
No exterior, o barril do petróleo Brent fechou agosto cotado acima dos US$ 90, impulsionado pelo avanço do conflito no Oriente Médio e pela ausência de um acordo definitivo para encerrar a guerra. Segundo Spiess, a alta persistente da commodity pode contaminar as expectativas de inflação, manter os juros globais elevados e reduzir o espaço para flexibilização monetária.
Esse pano de fundo coloca a política monetária no centro das atenções. Na próxima Super Quarta, o Copom e o Federal Reserve devem definir suas respectivas taxas de juros. A expectativa do mercado é de corte da Selic no Brasil e alta de juros nos Estados Unidos.
Renda fixa como estabilizador; ações e FIIs como complemento
Dentro da estratégia 60/25/15, a parcela de renda fixa tem papel central de estabilização da carteira, com exposição a títulos pós-fixados e papéis atrelados à inflação. Já as ações e os fundos imobiliários entram como fontes complementares de rendimento e valorização no longo prazo.
“Seguimos priorizando ativos de qualidade, boa capacidade de geração de caixa e perspectivas consistentes de distribuição de rendimentos”, afirma Spiess no relatório.
Para setembro, o estrategista não realizou nenhuma alteração nas posições montadas. A carteira segue com 12 ativos, distribuídos entre renda fixa, fundos imobiliários e ações, em uma estratégia desenhada para evitar que oscilações pontuais em uma única classe comprometam o desempenho do conjunto.
O portfólio completo da Carteira Empiricus Renda Extra, com a tese por trás de cada ativo, foi liberado gratuitamente pela casa para investidores cadastrados.





