Citi revisa shoppings e elege ação favorita no 1T26
Citi revisa shoppings e elege ação favorita no 1T26

O setor de shoppings centers demonstrou resiliência no primeiro trimestre de 2026 e chamou atenção do Citi, que revisou os preços-alvo das principais empresas do segmento após constatar desempenho superior ao restante da bolsa em meio ao cenário macroeconômico adverso.

Setor resiste melhor ao ambiente macro turbulento

Em relatório distribuído a clientes, analistas do Citi apontam que as companhias de shopping center sofrem menos pressão do que outros setores listados na B3. A combinação de receitas indexadas à inflação, contratos de longo prazo e fluxo de visitantes estável sustenta os resultados mesmo diante do aperto monetário e da desaceleração do consumo.

O banco destaca que o 1T26 trouxe dados operacionais sólidos para o segmento, com vendas por metro quadrado e taxas de ocupação em níveis competitivos. Esse desempenho justificou a revisão dos preços-alvo para as principais empresas cobertas pelo banco.

Allos, Iguatemi e Multiplan sob revisão

O Citi atualizou as estimativas para Allos (ALOS3), Iguatemi (IGTI11) e Multiplan (MULT3), as três maiores operadoras de shoppings da bolsa brasileira. As revisões refletem ajustes em premissas de crescimento de receita, custo de capital e perspectiva de expansão de portfólio para os próximos trimestres.

Qual é a ação favorita do Citi

O banco elege uma das três como principal recomendação do setor. A preferência leva em conta o potencial de valorização mais elevado em relação ao preço de mercado atual, qualidade dos ativos e capacidade de geração de caixa recorrente. A análise posiciona essa empresa como a melhor relação risco-retorno dentro do segmento de investimentos em fundos imobiliários e ações do setor.

Potencial de valorização ainda existe

Apesar da alta acumulada pelas ações do setor nos últimos meses, o Citi enxerga espaço para valorização adicional. O argumento central é que os múltiplos ainda não precificam integralmente a capacidade de crescimento de longo prazo das operadoras, especialmente em expansões regionais e projetos de uso misto.

O banco mantém viés construtivo para o setor e recomenda que investidores atentos ao segmento imobiliário acompanhem de perto os resultados do 2T26, que devem confirmar ou contestar a tendência positiva observada no primeiro trimestre.