Levantamento que reúne as recomendações de BDRs para setembro, elaborado a partir das carteiras de BTG Pactual, Empiricus Research, Itaú BBA, Safra, Santander, Terra e Genial Investimentos, terminou com um empate triplo no topo do ranking. Amazon (AMZO34), Micron Technology (MUTC34) e Alphabet (GOGL34) receberam cinco indicações cada e aparecem como as companhias mais citadas entre as 43 indicações do levantamento.

Os BDRs são certificados negociados na B3 que representam ações emitidas por empresas listadas em bolsas estrangeiras. Em vez de comprar diretamente os papéis no exterior, o investidor adquire o BDR no mercado brasileiro, em reais, por meio da sua corretora. Na prática, esse instrumento permite exposição a companhias internacionais sem que seja necessário abrir conta em uma corretora estrangeira.

O que sustenta as recomendações do trio

Amazon

A Amazon foi recomendada em todas as carteiras analisadas, exceto nas do Itaú BBA e da Genial Investimentos. Segundo o BTG Pactual, a companhia se destaca pelo crescimento dos serviços de nuvem, pelas novas oportunidades de expansão em inteligência artificial e pelo avanço das operações do Amazon Prime. O Safra acrescenta que a recomendação parte de uma visão positiva de crescimento de lucros, à medida que a companhia expande frentes de maior margem, além de citar a diversificação e a capacidade de inovação como pontos positivos.

A Empiricus Research, apesar de sustentar a recomendação, alerta para riscos relacionados à expectativa pelos resultados da inteligência artificial, que podem ser menores ou mais demorados do que o esperado.

Micron Technology

Na perspectiva do BTG, a Micron combina rentabilidade elevada, com ROE projetado pelo consenso de 74% para 2026, e um patamar descontado em relação à média histórica da companhia, com o papel negociando a apenas 6 vezes o lucro.

A Empiricus afirma que a tese é fortalecida pela expansão estrutural da demanda por memórias de alto desempenho, especialmente HBM, e que a companhia negocia a múltiplos atrativos quando comparados ao potencial de crescimento de receitas e lucros no médio prazo.

Alphabet

Na avaliação do Terra, a Alphabet se destaca pela forte presença em buscas e publicidade digital, além de investimentos relevantes em inteligência artificial e computação em nuvem, áreas que sustentam o crescimento e ampliam o ecossistema de produtos e serviços.

O Safra reduziu a exposição à companhia na carteira para priorizar a TSMC, recomendando peso de 6%. Os analistas afirmam que, apesar de a Alphabet manter tese sólida, apoiada em forte geração de caixa, inteligência artificial e expansão do Google Cloud, o valuation deixou de estar tão descontado. A empresa segue bem posicionada para monetizar a IA em plataformas como Search e YouTube, enquanto o Cloud ganha relevância com a demanda corporativa por IA, mas a valorização recente motivou a redução da posição.

Pódio ampliado e ranking de setembro

Além do trio que lidera, Eli Lilly e Nvidia aparecem como apostas de quatro casas, seguidas por Microsoft e Exxon Mobil, com três indicações cada. TSMC, Facebook/Meta, Coca-Cola, Goldman Sachs, JPMorgan, Apple e Bank of America completam a relação com duas indicações.

BDR Indicações
Amazon (AMZO34) 5
Micron Technology (MUTC34) 5
Alphabet/Google (GOGL34) 5
Eli Lilly (LILY34) 4
Nvidia (NVDC34) 4
Microsoft (MSFT34) 3
Exxon Mobil (EXXO34) 3
TSMC (TSMC34) 2
Facebook/Meta (M1TA34) 2
Coca-Cola (COCA34) 2
Goldman Sachs (GSGI34) 2
JPMorgan (JPMC34) 2
Apple (AAPL34) 2
Bank of America (BOAC34) 2