A Brava Energia (BRAV3) reportou lucro líquido de R$ 871 milhões no segundo trimestre de 2026, montante 17% inferior ao registrado no mesmo período do ano anterior. Apesar do recuo no resultado final, a petroleira celebrou máximas históricas em receita e Ebitda ajustado, reforçando a resiliência operacional em um cenário de preços do petróleo em alta.

Entre abril e junho, o Ebitda ajustado somou R$ 1,774 bilhão, expansão de 33% na base anual e de 9% ante o trimestre imediatamente anterior. A receita líquida atingiu R$ 3,6 bilhões, com avanços de 14% e 15% nas comparações anual e trimestral, respectivamente. Em dólar, os números também impressionam: a receita líquida alcançou US$ 712 milhões e o Ebitda ajustado US$ 341 milhões, ambos recordes históricos para a companhia.

Desempenho operacional e preços do petróleo

A produção média total ficou em 81,7 mil barris de óleo equivalente por dia no trimestre, volume 8% superior ao do primeiro trimestre, mas 5% abaixo do registrado um ano antes. O preço médio de venda do petróleo atingiu US$ 91,4 por barril, alta de 46% ante o segundo trimestre de 2025 e de 23% na comparação com o trimestre anterior, refletindo o ambiente favorável das cotações internacionais.

O lifting cost, excluindo custos de afretamento, ficou em US$ 16,3 por barril de óleo equivalente, ante US$ 15,0 um ano antes e US$ 14,2 no primeiro trimestre. A elevação do custo unitário, ainda que moderada, foi mais do que compensada pelo salto no preço de venda, o que explica a forte expansão do Ebitda no período.

Estrutura de capital e alavancagem em trajetória de queda

O segundo trimestre marcou a quinta redução consecutiva da dívida líquida da Brava. A posição de caixa fechou junho em US$ 965 milhões, enquanto o índice de alavancagem encerrou o período em 1,97 vez. Excluindo o impacto de hedge, o indicador cai para 1,55 vez, bem abaixo das 3,11 vezes registradas no mesmo período do ano passado.

A trajetória de desalavancagem reflete a geração de caixa operacional robusta e a disciplina financeira da gestão, que tem priorizado a redução do endividamento mesmo em um cenário de investimentos em projetos-chave. A melhora do perfil de crédito tende a ampliar o acesso a linhas de financiamento mais baratas e a fortalecer a posição competitiva da companhia no médio prazo.

Projetos e expansão na Bacia Potiguar

Entre os destaques operacionais do trimestre, a companhia inaugurou o Centro de Operações Integradas na Bacia Potiguar, estrutura que deve otimizar a gestão das atividades na região. A campanha de perfuração em Papa-Terra e Atlanta segue dentro do cronograma e do orçamento, com marcos operacionais atingidos em julho, o que reforça a expectativa de crescimento da produção nos próximos trimestres.

No campo societário, a Brava concluiu a oferta pública da Ecopetrol, com liquidação prevista para 17 de agosto. A operação deve injetar recursos adicionais no caixa da companhia, ampliando ainda mais a flexibilidade financeira para capturar oportunidades de crescimento e investimento.

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