O Bitcoin chegou a operar abaixo de US$ 78.000 na terça-feira, 8 de setembro, pressionado pela abertura negativa das ações em Wall Street e pelo salto do petróleo após a escalada das tensões no Oriente Médio. O movimento recoloca no centro das atenções o suporte de US$ 78.300, considerado decisivo para evitar que o preço do BTC repita o colapso observado em maio.
Dados da TradingView mostram que o par BTC/USD caiu até US$ 77.600 antes de uma recuperação modesta, marcando o menor nível desde 3 de setembro. A sessão desta terça é a primeira após o feriado do Dia do Trabalho nos Estados Unidos, com os principais índices americanos em baixa.
Petróleo em alta amplia aversão a risco
Notícias sobre ataques houthis contra cidades e infraestruturas petrolíferas da Arábia Saudita aumentaram o desconforto dos investidores no início do pregão. No momento da redação, o S&P 500 caía 0,5%, enquanto o Nasdaq Composite, concentrado em empresas de tecnologia, recuava 0,4%.
O petróleo foi o ativo que reagiu com mais força aos eventos: o WTI disparou para perto de US$ 95 por barril, maior nível desde 8 de junho, e o Brent mirou a marca de US$ 100 pela primeira vez desde 24 de julho.
A alta das commodities energéticas renovou preocupações com a inflação. The Kobeissi Letter observou que os preços do diesel nos EUA também atingiram recorde e que as expectativas de inflação continuam subindo, movimento que tem ficado evidente no CPI, indicador programado para divulgação na sexta-feira.
Em publicação na Truth Social na segunda-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, minimizou a disparada do petróleo e disse que os preços cairão de forma acentuada quando o país vencer a “guerra com o Irã”. Ele citou a gasolina a US$ 3 por galão e, no futuro, abaixo de US$ 2 por galão.
Suporte de US$ 78.300 é colocado à prova
Para o trader e analista Rekt Capital, a atual movimentação do preço do BTC guarda semelhanças com o que aconteceu em maio, quando o Bitcoin atingiu US$ 82.800, reverteu e se consolidou em US$ 78.300, antes de cair para novas mínimas macro próximas de US$ 57.000.
O analista afirmou que o reteste de aproximadamente US$ 78.300 está em andamento. Se essa região não se sustentar como suporte, o BTC/USD formará outra máxima mais baixa em uma série que remonta a outubro de 2025, o que manteria o mercado baixista de 2026.
Em análise separada, Rekt Capital acrescentou que um fechamento semanal abaixo de US$ 78.300, seguido de um reteste baixista, nos moldes do início de maio, provavelmente confirmaria uma ruptura do suporte e abriria espaço para novas quedas.





