O JPMorgan estima que a WEG (WEGE3) pode ter ganho extraordinário de R$ 170 milhões a R$ 230 milhões no 3T26. O valor viria de possível reembolso de tarifas de importação quitadas nos EUA. O banco trata a hipótese como incerta, mas relevante.
O reembolso envolveria taxas sobre exportações brasileiras de abril de 2025 a fevereiro de 2026. As vendas da WEG do Brasil aos EUA somaram R$ 1,68 bilhão. A parcela de GTD foi de R$ 621 milhões; a de EEI & Appliance Motors, de R$ 1,056 bilhão. Cerca de 60% teriam sido taxadas, com base de R$ 832 milhões a R$ 1,168 bilhão. Com tarifa média IEEPA de 20%, o ganho ficaria em R$ 166 milhões a R$ 234 milhões.
Com o ganho, a margem EBITDA do 3T26 alcançaria 23,6% a 24,2%, ante 22,1% do JPMorgan e 21,9% do consenso. O valor equivale a 7% a 9% do EBITDA trimestral e a 150-210 pontos-base. Para 2026, a margem iria a 22,5% a 22,7%, acima de 22,1% e 22,0%.
Em abril de 2025, a IEEPA entrou em vigor com 10%; em agosto, chegou a 50%; em março de 2026, caiu a zero. A mais alta corte dos EUA invalidou a IEEPA em fevereiro de 2026, substituída pela Seção 122, de 10% a 15%. O USTR depois adotou a Seção 301, em vigor desde julho de 2026, com 37,5%.
A WEG estuda o reembolso, disse a administração no 2T. O JPMorgan diz que alívios costumam levar um a dois trimestres. O banco cita a compra de ativos da Regal Rexnord. Em investimentos, a WEG negocia a 19 vezes valor da firma/EBITDA de 2027, contra 17,7 vezes para pares industriais globais.





