Petrobras aprova R$ 41,2 bi em dividendos 2025
Petrobras aprova R$ 41,2 bi em dividendos 2025

Os acionistas da Petrobras (PETR4) aprovaram, em assembleia geral, o pagamento de R$ 41,2 bilhões em dividendos referentes ao exercício de 2025, distribuídos na forma de juros sobre capital próprio (JCP). O valor equivale a R$ 3,20 por ação, tanto para papéis ordinários quanto preferenciais, replicando exatamente o montante já antecipado pela companhia.

Aprovação com ampla maioria

A deliberação contou com 84,56% dos votos válidos na assembleia, consolidando o consenso entre os acionistas sobre a política de remuneração da estatal. A aprovação por margem expressiva sinaliza alinhamento entre o controlador — a União Federal — e os demais investidores sobre a destinação do lucro de 2025.

Formato JCP e impacto tributário

A opção pelo JCP, em vez de dividendos tradicionais, tem implicação fiscal direta. Para o acionista pessoa física, há incidência de Imposto de Renda na fonte de 15% sobre o valor recebido. Para a companhia, o mecanismo permite dedução do valor como despesa financeira, reduzindo a base de cálculo do IRPJ e da CSLL — benefício que justifica a escolha recorrente por esse formato.

Orçamento de 2026 também aprovado

Na mesma assembleia, os acionistas ratificaram o orçamento corporativo para 2026. A Petrobras mantém seu plano estratégico com investimentos concentrados em exploração e produção no pré-sal, especialmente na Bacia de Santos. O detalhamento do orçamento seguirá as diretrizes do plano quinquenal 2025-2029, que prevê US$ 111 bilhões em investimentos totais no período.

Peso para o Tesouro Nacional

Com cerca de 36,6% das ações ordinárias e participação indireta via BNDESPAR, a União é a principal beneficiária dos dividendos aprovados. A fatia federal deve movimentar dezenas de bilhões de reais aos cofres públicos, contribuindo para o resultado primário do governo em 2026.

Contexto de resultado robusto

Os dividendos aprovados derivam de um exercício 2025 sólido para a Petrobras, sustentado por preços do petróleo acima de US$ 70 por barril na maior parte do ano e pela manutenção da política de paridade de preços de combustíveis. A produção média de óleo e gás superou 2,8 milhões de barris de óleo equivalente por dia, mantendo a empresa entre as maiores produtoras do hemisfério sul. Acompanhe mais análises do setor de investimentos na SpaceMoney.