BBAS3 define JCP complementar de R$ 584,9 mi para setembro

O Banco do Brasil (BBAS3) aprovou uma nova rodada de remuneração aos acionistas na modalidade de juros sobre capital próprio (JCP), no valor total de R$ 584,9 milhões, em caráter complementar ao segundo trimestre de 2026. O valor bruto por ação ordinária foi fixado em R$ 0,10245643978, passando a R$ 0,10413811686 quando considerada a atualização pela taxa Selic até 12 de agosto. O depósito está previsto para 11 de setembro, e a partir de 2 de setembro os papéis serão negociados na condição “ex-JCP”.

Segundo comunicado divulgado ao mercado na terça-feira, a posição acionária de 1º de setembro define os investidores com direito ao provento. Quem adquirir ações do banco a partir de 2 de setembro não participará dessa distribuição. O anúncio complementa o pagamento antecipado realizado em junho e reforça o fluxo de proventos da instituição no segundo semestre.

Calendário de pagamento e regras de elegibilidade

A data de 1º de setembro funciona como data de corte para identificação dos beneficiários. Os valores serão pagos em 11 de setembro, com correção pela Selic entre 30 de junho, data-base do balanço, e a data efetiva do depósito. O acionista que mantiver a posição até o fim do pregão de 1º de setembro terá direito ao valor atualizado de R$ 0,10413811686 por ação.

O crédito será efetuado diretamente em conta corrente, em poupança-ouro ou liberado para saque nas agências. Se houver pendência cadastral, o recurso ficará retido até a regularização dos dados junto ao banco. Para os papéis custodiados na Central Depositária da B3, o repasse será feito pelos respectivos agentes de custódia, seguindo o procedimento habitual de liquidação de proventos.

Composição da remuneração no segundo trimestre

O JCP complementar agora aprovado se soma aos R$ 340,7 milhões pagos em 11 de junho, montante que havia sido anunciado em maio por meio de comunicado oficial. Considerando as duas parcelas, a remuneração vinculada ao segundo trimestre totaliza aproximadamente R$ 925,6 milhões. O banco já havia adiantado parte do retorno aos acionistas no início de junho, o que reforça a política de distribuição de proventos ao longo do ano.

A atualização monetária dos novos valores pela Selic é um dos pontos centrais do calendário. Ela incide entre a data-base do balanço, 30 de junho, e o momento efetivo do pagamento, o que altera o valor creditado por ação em relação ao montante nominal original. Na prática, o acionista recebe um valor maior que o nominal quando há variação positiva da taxa no período.

Tributação e cuidados operacionais

O pagamento do JCP está sujeito à retenção de Imposto de Renda na fonte sobre o valor nominal dos proventos, além da tributação incidente sobre a atualização pela Selic. Acionistas isentos da retenção precisam comprovar essa condição até 3 de setembro de 2026 em uma agência do Banco do Brasil, conforme orientação da instituição. A regularização cadastral antes da data de corte também evita bloqueios no repasse.

Para quem negocia BBAS3, a mudança para a condição “ex-JCP” no dia 2 de setembro é um marco relevante. A partir dessa data, as ações passam a ser precificadas sem o direito ao provento complementar, o que deve ser considerado por investidores de curto prazo. O calendário completo, incluindo valores unitários e prazos, foi detalhado pela companhia para orientar os acionistas.