
As ações de petroleiras brasileiras despencaram nesta sexta-feira (17) após a reabertura do Estreito de Ormuz sinalizar uma possível desescalada do conflito entre Irã, EUA e Israel. PRIO3, PETR3, PETR4 e BRAV3 recuaram até 7%, acompanhando a forte queda do petróleo nos mercados internacionais.
Ormuz aberta derruba prêmio de risco no petróleo
O Estreito de Ormuz é responsável pelo trânsito de cerca de 20% do petróleo consumido no mundo. Com o acirramento do conflito envolvendo o Irã, o risco de fechamento da rota havia elevado os preços da commodity a patamares elevados nas últimas semanas.
A reabertura da via marítima eliminou parte do prêmio de risco geopolítico embutido no barril. O petróleo Brent recuou expressivamente na sessão, pressionando diretamente as cotações das produtoras listadas na B3.
Impacto direto nas petroleiras brasileiras
PRIO3 liderou as perdas entre as petroleiras, com queda de até 7% no pregão. BRAV3 e as ações da Petrobras — tanto PETR3 quanto PETR4 — também registraram recuos relevantes, refletindo a correlação histórica dessas empresas com o preço do barril.
Para essas companhias, um petróleo mais barato reduz a receita esperada e comprime as margens operacionais projetadas pelo mercado, justificando a pressão vendedora observada.
Contexto geopolítico ainda incerto
Apesar da reabertura de Ormuz, analistas alertam que o cenário geopolítico permanece volátil. A possibilidade de retomada das tensões entre Irã e a coalizão liderada pelos EUA ainda não está descartada. O movimento atual pode representar uma trégua tática, e não necessariamente o encerramento definitivo do conflito.
O acompanhamento das commodities energéticas segue como variável central para o desempenho das petroleiras nas próximas sessões.





