O Ibovespa encerrou o pregão desta terça-feira (15) em alta de 0,54%, aos 186.502,64 pontos, sustentado pelo avanço das ações da Petrobras (PETR3 e PETR4) em meio à valorização do petróleo. O ganho, no entanto, veio acompanhado de cautela dos investidores, que monitoravam desdobramentos no Supremo Tribunal Federal (STF) e aguardavam as decisões de política monetária previstas para a quarta-feira (16), a chamada “superquarta”, no Brasil e nos Estados Unidos.

Segundo o Monitor do Mercado, em fala ao Broadcast, Marcelo Audi, sócio da Cardinal Partners, avaliou que o cenário político tem influenciado os ativos brasileiros. De acordo com ele, em períodos eleitorais, mudanças nas expectativas podem alterar o prêmio de risco dos investimentos.

O mercado também acompanhava as notícias envolvendo o STF, com foco no julgamento sobre a abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes por seu envolvimento com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

Petrobras lidera as altas do índice

As ações da Petrobras foram o principal motor do Ibovespa no dia. Os papéis ON avançaram 3,63%, enquanto os PN subiram 3,09%, impulsionados pela alta do petróleo provocada pelo agravamento das tensões no Oriente Médio. O desempenho colocou a estatal na liderança das maiores altas do índice.

A companhia também apareceu no topo do ranking de valorização do pregão, à frente de Metalúrgica Gerdau, que subiu 3,57%, e Usiminas, que ganhou 3,27%.

Vale recua com minério; bancos fecham majoritariamente em baixa

Na direção oposta, a Vale recuou 1,17%, acompanhando a queda do minério de ferro. O movimento da mineradora contrastou com o desempenho da Petrobras e ajudou a limitar a alta do índice.

No setor financeiro, a maioria dos papéis fechou em baixa. O Santander caiu 0,99%, o Bradesco recuou 0,71%, o BTG Pactual perdeu 0,46% e o Banco do Brasil caiu 0,36%. A exceção foi o Itaú, que subiu 0,76%.

Entre as maiores quedas do dia ficaram Azzas, com recuo de 2,98%, CSN, que perdeu 2,20%, e Cosan, com baixa de 1,94%.

Cenário político e “superquarta” no radar

A sessão foi marcada ainda pela expectativa em torno das decisões de política monetária previstas para a quarta-feira (16), tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. As definições de juros das duas economias tendem a orientar o comportamento dos ativos ao longo das próximas sessões.

Antes disso, o noticiário político doméstico seguiu no centro das atenções dos investidores, com o julgamento no STF sobre a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes relacionado ao ex-dono do Banco Master.