Na terça-feira (15), o Ibovespa fechou aos 186.502,64 pontos, com avanço de 0,54%. A máxima do dia foi 187.650,53 pontos, e a mínima, 185.055,57 pontos. O índice subiu 1.001,76 pontos ante a abertura, com volume financeiro de R$ 21,80 bilhões. O pregão teve cautela nos investimentos, com atenção à Super Quarta, ao Federal Reserve e ao Copom. O julgamento no STF que tem Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes como envolvidos também seguiu no radar.
Marcos Bassani, da Boa Brasil Capital, disse que o mercado espera as decisões de juros antes de agir. Ele vê ambiente defensivo, sobretudo por incertezas sobre o STF. Para ele, ter o Supremo no centro de suspeitas de corrupção aumenta dúvidas entre investidores brasileiros e estrangeiros e amplia o risco-Brasil. Bassani também afirmou que uma eventual elevação dos juros americanos pode pressionar o dólar e as taxas futuras.
Fernando Bresciani, do Andbank, afirmou que o índice teve ganho pequeno, com dólar e DI em elevação modesta. A Petrobras ficou do lado positivo, e a Vale, do negativo. O petróleo impulsionou a estatal: para novembro, o Brent avançou 2,90%, chegando a US$ 108,75 por barril; já o WTI de outubro teve alta de 4,38%, a US$ 105,83. PETR3 ganhou 3,50%, a R$ 56,16, e PETR4 subiu 3,17%, a R$ 50,47.
O dólar comercial fechou a R$ 5,154, com alta de 0,14%, depois de oscilar entre R$ 5,127 e R$ 5,162. Nos EUA, o Dow Jones perdeu 0,63%, encerrando em 52.092,57 pontos; o S&P 500 teve queda de 0,45%, a 7.585,68 pontos; e o Nasdaq recuou 0,78%, a 25.981,57 pontos. Investidores reduziram posições antes de possível elevação de juros pelo Federal Reserve, e o Treasury de 10 anos atingiu o maior rendimento desde 2007.
Segundo Bresciani, julho teve vendas no varejo menores que o esperado, em sinal de desaceleração. Na China, indicadores de atividade mostraram fraqueza generalizada, enquanto o petróleo avançou e sustentou temores inflacionários. Para quarta-feira (16), a projeção dos analistas é de juros mais altos nos EUA e Selic menor no Brasil.





