
O Ibovespa atingiu pela primeira vez na história a marca dos 180 mil pontos nesta sexta-feira (23), impulsionado principalmente pela forte valorização das ações da Petrobras (PETR4) e pelo avanço das commodities no mercado internacional.
O principal índice da B3 chegou a subir mais de 2% ao longo do pregão, renovando recordes intradiários e consolidando uma sequência de ganhos que reforça o otimismo dos investidores com o mercado brasileiro.
Petrobras lidera altas e puxa o índice
As ações preferenciais da Petrobras (PETR4) figuraram entre os principais destaques positivos do dia, com alta superior a 5%, acompanhando o avanço dos preços do petróleo no exterior. O movimento foi reforçado por expectativas em torno do cenário internacional e pela busca global por ativos ligados a commodities.
Além da estatal, papéis de empresas como Braskem (BRKM5), CSN (CSNA3) e PRIO (PRIO3) também registraram ganhos expressivos, ampliando a força compradora na bolsa.
Fluxo estrangeiro e rotação global sustentam rali
O desempenho do Ibovespa ocorre em meio a um ambiente de rotação global de portfólios, com investidores internacionais aumentando exposição a mercados emergentes e ativos reais. O Brasil tem se beneficiado desse movimento, especialmente por seu peso em setores como energia e mineração.
O volume financeiro negociado ao longo do dia superou R$ 11 bilhões, evidenciando o forte interesse institucional no pregão.
Dólar sobe e fecha próximo de R$ 5,28
No mercado de câmbio, o dólar à vista encerrou o dia em leve alta, cotado a R$ 5,28, refletindo ajustes técnicos após quedas recentes e a cautela dos investidores diante do cenário externo.
Apesar da valorização do real nos últimos pregões, o câmbio ainda responde às incertezas globais, incluindo tensões geopolíticas e movimentos de política monetária em economias centrais.
Recorde histórico reforça momento do mercado
Com o rompimento dos 180 mil pontos, o Ibovespa consolida um novo patamar histórico e entra definitivamente no radar dos investidores globais. O desempenho reforça a leitura de que o mercado brasileiro atravessa um momento de forte apetite por risco, sustentado por commodities, fluxo externo e expectativa de crescimento econômico.