
A Cosan (CSAN3) encerrou o primeiro trimestre de 2026 com um prejuízo líquido de R$ 1,583 bilhão. O resultado negativo representa uma melhora de 11% em relação ao prejuízo registrado no mesmo período de 2025. De acordo com o balanço divulgado pela companhia, o desempenho foi impactado por eventos financeiros não recorrentes, apesar da evolução operacional de suas empresas investidas.
Prejuízo da Cosan reduz 11% no 1T26
Impacto financeiro e pré-pagamento de dívidas
O prejuízo bilionário deste trimestre é explicado, majoritariamente, por um impacto de R$ 1 bilhão nas linhas de resultado financeiro e imposto de renda diferido. Esse montante decorre de pré-pagamentos de títulos de dívida (bonds) emitidos em dólar com vencimentos previstos para 2029, 2030 e 2031.
A empresa destacou que, embora esses pagamentos tenham pesado no resultado final, a performance das empresas que compõem o grupo ajudou a compensar parte desses efeitos.
Endividamento e fluxo de dividendos
No encerramento do primeiro trimestre de 2026, a Cosan apresentou uma dívida líquida expandida de R$ 11,5 bilhões. O valor é 18% superior ao registrado no quarto trimestre de 2025. Segundo a gestão, esse aumento pontual deve-se a dois fatores principais:
- Ausência de recebimento de dividendos relevantes das empresas investidas no período.
- Liquidações antecipadas de dívidas e derivativos realizadas nos primeiros meses do ano.
Por outro lado, na comparação anual (1T26 vs 1T25), a dívida líquida caiu 34%. Essa redução expressiva reflete a entrada de recursos provenientes da capitalização realizada pela Cosan no fim de 2025.
Desempenho operacional e indicadores
Apesar do prejuízo líquido, a Cosan demonstrou força operacional. O Ebitda consolidado atingiu R$ 3,167 bilhões, uma alta robusta de 60% sobre o primeiro trimestre do ano anterior.
Em contrapartida, a receita operacional líquida somou R$ 9,029 bilhões, o que representa um recuo de 7% frente ao 1T25. Já o Índice de Cobertura do Serviço da Dívida (ICSD) fechou em 0,4 vez, sofrendo uma queda de 0,5 vez em relação ao trimestre anterior, devido ao menor fluxo de dividendos recebidos nos últimos 12 meses.





