
A Braskem (BRKM5) registrou lucro líquido de R$ 1,45 bilhão no primeiro trimestre de 2026, resultado que representa o dobro do apurado no mesmo período do ano anterior. O desempenho surpreendeu o mercado e reforça a recuperação da maior petroquímica da América Latina.
Receita recua 20% no trimestre
Apesar do salto no lucro, a receita líquida consolidada recuou 20% na comparação anual, encerrando o trimestre em R$ 15,49 bilhões. A queda reflete o ambiente de pressão sobre preços de resinas petroquímicas no mercado global, além de ajustes no volume de vendas em algumas unidades operacionais.
Margem operacional compensa queda de receita
A expansão do lucro mesmo com receita menor indica ganho expressivo de margem. A companhia beneficiou-se de menores custos de matérias-primas, especialmente nafta e etano, insumos diretamente atrelados ao comportamento das commodities energéticas no período.
Contexto operacional da Braskem
A Braskem opera plantas no Brasil, Estados Unidos, México e Alemanha. A diversificação geográfica permitiu capturar spreads petroquímicos mais favoráveis em determinadas regiões, compensando a pressão doméstica.
Unidades internacionais ganharam relevância
As operações nos Estados Unidos e no México contribuíram de forma mais significativa para a margem no trimestre. O diferencial de custo de etano norte-americano frente à nafta europeia e brasileira favoreceu a rentabilidade das unidades americanas.
Ação BRKM5 e perspectivas
Os papéis BRKM5 são negociados na B3 e acumulam histórico de alta volatilidade ligada ao ciclo petroquímico global. O resultado do primeiro trimestre de 2026 tende a ser lido pelo mercado como sinal de virada de ciclo, especialmente se a recuperação de margens se mostrar sustentável nos próximos trimestres.





