Banco Bmg impulsiona lucro e rentabilidade no 2º trimestre

O Banco Bmg encerrou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 157 milhões, uma alta de 25,7% sobre o mesmo período de 2025. O balanço, divulgado na quinta-feira (13), também mostrou avanço do retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE), que passou de 14,3% para 15,5% em um ano.

Além do resultado, os números apresentados pela instituição indicam um portfólio de crédito de R$ 24,1 bilhões no fim do trimestre, com recuo de 2,5% na base anual. O índice de inadimplência acima de 90 dias, por sua vez, subiu 0,4 ponto percentual e alcançou 4,2%.

Rentabilidade sobre patrimônio avança no balanço do Bmg

O ROAE de 15,5% registrado no segundo trimestre representa uma melhora de 1,2 ponto percentual na comparação com os 14,3% de um ano antes. O indicador é utilizado no setor para medir o quanto o capital próprio do banco gera de retorno para os acionistas.

O lucro de R$ 157 milhões veio acompanhado de um crescimento de 25,7% em relação ao segundo trimestre de 2025. O resultado reforça a trajetória de expansão do banco em um trimestre no qual a composição da carteira de crédito passou por ajustes.

Carteira de crédito encolhe 2,5% com mudança de mix

A carteira de crédito total chegou a R$ 24,1 bilhões no segundo trimestre, com queda de 2,5% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Segundo o banco, a redução ocorreu principalmente pela cessão sem retenção de riscos e benefícios de carteiras de cartão de crédito consignado e de cartão benefício INSS.

A retração foi parcialmente compensada pelo avanço das linhas de consignado privado e de crédito pessoal. A instituição afirmou que o movimento reflete a mudança de mix de ativos que vem sendo executada, com reorientação da composição do portfólio.

Inadimplência acima de 90 dias chega a 4,2%

O indicador de inadimplência acima de 90 dias ficou em 4,2% ao final do segundo trimestre, uma alta de 0,4 ponto percentual contra o segundo trimestre de 2025. O dado mede a parcela das operações com atraso superior a três meses na carteira da instituição.

O balanço apresentado na quinta-feira (13) também permitiu dimensionar o efeito da reestruturação dos ativos sobre o total da carteira. Enquanto as operações ligadas ao consignado e ao crédito pessoal ganharam espaço, o saldo geral recuou por causa da cessão de carteiras de cartão de crédito consignado e de benefício INSS sem retenção de riscos.