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Carne bovina

XP: suspensão de exportações para China não deve afetar margens de frigoríficos

Corretora alerta que se situação se estender por mais tempo, as margens dos frigoríficos brasileiros poderão se deteriorar rapidamente

16 setembro 2021 - 17h12Por Investing.com

Por Ana Beatriz Bartolo, da Investing.com - A suspensão de exportações de carne bovina para China chegou ao seu 12º dia nesta quinta-feira (16), mas XP se mantém confiante no apetite da China e na velocidade em analisar e encerrar os casos de vaca louca no país. Porém, a corretora alerta que se a situação se estender por muito mais tempo, as margens dos frigoríficos brasileiros poderão se deteriorar rapidamente.

A XP acredita que a JBS (SA:JBSS3) e a Marfrig (SA:MRFG3) devem ser parcialmente impactadas, uma vez que as duas empresas possuem operações nos Estados Unidos, onde a indústria da carne bovina segue aquecida, e portanto compensaria parte do impacto. Às 16h55, as ações da JBS avançavam 1,07%, a R$ 33,0, enquanto as da Marfrig subiam 0,98%, a R$ 21,62.

O autoembargo aconteceu após dois casos atípicos de Encefalopatia Espongiforme Bovina, conhecida como a doença da Vaca Louca, como determina o compromisso bilateral entre o país asiático e o Brasil.

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Em 2021, até então, a China estava sendo o destino de 55% das exportações de carne bovina nacionais e devido à sazonalidade do consumo, as vendas estavam em ritmo crescente e com expectativa de alta até o fim do ano. Em agosto foram embarcadas 105,9 mil toneladas de proteína, mas em setembro o volume deve ser afetado pela suspensão, mesmo que algumas empresas tenham acelerado alguns embarques no começo do mês.

Outra questão que vale ser destacada, segundo a XP, é que o Brasil foi responsável por 39% das importações chinesas de carne bovina, seguido pela Argentina que assumiu 24% das cargas que chegaram à China. Então a dependência dos produtos brasileiros faz com que a corretora acredite que a retomada dos embarques deve acontecer em breve.

O Brasil também exportou uma média de 73,3 mil toneladas por mês entre janeiro de 2020 e agosto de 2021 para a China. Os outros nove países que compõem o top 10 de exportadores não conseguiriam assumir esse volume no curto prazo.

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