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Varejo: 2021 deve ser incerto; veja recomendações do Goldman Sachs

15 janeiro 2021 - 18h24Por Investing.com

Por Ana Julia Mezzadri, da Investing.com - O ano que começa deve ser incerto para o varejo — sobretudo o primeiro semestre, com o fim do auxílio emergencial, a baixa confiança do consumidor, o novo aumento nas taxas de infecção da Covid-19 e potenciais novas restrições, que ameaçam o setor, segundo o Goldman Sachs.

Ainda que haja discussões sobre uma extensão do auxílio emergencial, na esteira do aumento de infecções por coronavírus, o banco acredita que este incremento de renda seguiria direcionado ao e-commerce e a varejistas de alimentos.

No segundo semestre, a vacinação de boa parte da população, a melhora na confiança, no emprego e no crédito, além da queda da inflação nos alimentos, possibilitam um olhar mais otimista. O período pode ser de recuperação também para o setor de serviços. Vale ressaltar, porém, que há risco de atraso nas campanhas de vacinação.

Nesse contexto incerto, o banco recomenda aos investidores a escolha de líderes do e-commerce, como Mercado Livre (NASDAQ:MELI), B2W e Magazine Luiza; em varejistas de alimentos, como Carrefour e Pão de Açúcar; e em ações em trajetória de consolidação e de alta qualidade, como Lojas Renner.

E-commerce

O banco acredita que os líderes do setor de e-commerce devem seguir se beneficiando das mudanças de comportamento do consumidor aceleradas pela pandemia. 

No segmento, a principal escolha do Goldman Sachs é o Mercado Livre (SA:MELI34), que, na sua visão, continua a executar à frente da concorrência em termos de fornecimento, experiência do usuário e oportunidades de fintechs. O banco recomenda Compra para a ação.

O Goldman também tem uma visão positiva sobre a B2W (SA:BTOW3), com recomendação de Compra, por esperar crescimento do total de vendas em 2021. A acionista controladora Lojas Americanas (SA:LAME4), também com recomendação de Compra, pode ser uma maneira interessante de ganhar exposição à B2W, pois tem o componente de descontado do varejo físico, diz o banco.

Finalmente, outra companhia que recebe recomendação de Compra do Goldman é a Magazine Luiza (SA:MGLU3), por estar bem posicionada para seguir entregando forte crescimento do total de vendas.

Varejistas de alimentos
No segmento, que deve se beneficiar das tendências de alta inflação dos alimentos e de mudança do consumo para dentro de casa, o banco elege Carrefour (SA:CRFB3) e Pão de Açúcar (SA:PCAR3), que têm catalisadores atrativos no curto prazo, qualidades defensivas e níveis baratos de valuation.

Varejistas que devem ganhar market share

Nesse grupo, a maior aposta do banco é a Lojas Renner (SA:LREN3), que deve continuar a ganhar market share de um mercado ainda altamente fragmentado. A execução digital, a integração da cadeia de produção e os investimentos em tecnologia nas lojas são apontados como diferenciais da companhia, que recebe recomendação de Compra.

O banco destaca ainda Arezzo&Co (SA:ARZZ3) e Centauro (SA:CNTO3), com recomendação Neutra, que ainda devem enfrentar incertezas, mas se recuperar no segundo semestre. Em ambos os casos, aquisições relevantes também ajudam a gerar valor.

Teses de investimento adicionais

O Goldman Sachs mantém recomendação de Compra para Raia Drogasil (SA:RADL3), por suas qualidades defensivas, ganhos estáveis de market share e um algortimo de crescimento confiável. Além disso, a possibilidade de o governo optar por parcerias com grandes redes de farmácias para distribuir as vacinas de Covid-19 cria um upside adicional.

Em relação à Via Varejo (SA:VVAR3), o banco aponta o forte crescimento no total de vendas do e-commerce em 2020, mas destaca o grande intervalo de market share entre ela e os três líderes do e-commerce brasileiro, o que mantém a recomendação de Venda, visto que para estreitar esse intervalo seriam necessários investimentos significativos em tecnologia, logística, diversificação de produtos e marketing.

A recomendação também é de Venda para a Natura (SA:NTCO3), apesar dos resultados mais fortes do que o esperado para o 3T20, pois o banco acredita que serão necessários fortes investimentos em projetos relacionados à Avon.

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