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Análise econômica

Vacinação atrasada e fim do auxílio provocam pessimismo em relação à recuperação brasileira

06 janeiro 2021 - 11h02Por Redação SpaceMoney

A falta de perspectiva para o início da vacinação contra a Covid-19 e o fim do auxílio emergencial são dois fatores que trazem dúvida para a recuperação econômica brasileira neste ano. Mesmo que o governo e o Congresso tenham reduzido os danos econômicos, os especialistas ainda estão pessimistas com o cenário do país, especialmente no primeiro trimestre de 2021.

Segundo a professora do Coppead/UFRJ Margarida Gutierrez, até a Argentina, que é um país considerado “quebrado” economicamente, já tem uma vacina. A população brasileira e os empresários temem o avanço da segunda onda do coronavírus sem o desenvolvimento de um programa de vacinação.

Ainda de acordo com a professora, o setor de serviços, o maior da economia, está abalado pela crise do coronavírus e pode sofrer de novo sem a tomada de novas medidas. “Nova quarentena, com restrição de mobilidade, vai quebrar várias empresas”, declara Margarida.

Danos foram reduzidos, mas desafios continuam

Para a Margarida Gutierrez, que também é economista, as críticas feitas ao ministro da Economia são exageradas, já que a pandemia afetou todo o país. Ela afirmou que o Brasil terá uma das menores quedas de PIB em relação aos demais países: "Avaliar o Guedes é avaliar que o Brasil se sustentou bem durante a crise. Essa performance é melhor que a maioria dos países. Deve-se ao pacote fiscal e ao BC [Banco Central], que elevaram a liquidez e disponibilizaram quase R$ 3 trilhões".

Apesar de considerar o resultado positivo no combate à pandemia, a professora afirmou que o desequilíbrio das contas do governo é recorde, e 2021 será um ano de redução de gastos públicos. "O problema é como equacionar isso e dar sustentabilidade para a dívida pública. As demandas sociais são imensas. Vão exigir uma calibragem da política fiscal [gastos do governo], econômica e retirada de estímulos. Estamos muito atrasados na vacinação. Teremos um primeiro trimestre ruim".

Com informações da Contextual Comunicação

   

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