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Riscos ambientais e mudanças climáticas representam maior ameaça ao setor de energia, aponta KPMG

Executivos reconhecem a necessidade de explorar mais tecnologias e inovações para cumprir normas ESG

22 junho 2021 - 14h30Por Redação SpaceMoney

Quase metade dos executivos do setor de energia (43%) considera que os riscos ambientais e de mudanças climáticas representam a maior ameaça, nos próximos três anos, ao crescimento da organização que eles lideram, aponta a mais recente edição do relatório CEO Outlook Pulse Survey, produzido pela KPMG.

Com relação ao impacto da pandemia em longo prazo, 90% dos entrevistados estão focados em garantir os ganhos de sustentabilidade que as empresas obtiveram durante a crise. Quase dois terços (60%) dos executivos planejam implementar práticas ambientais, sociais e de governança corporativa (ESG) mais rigorosas, ampliando o foco no componente social.

"Os resultados revelam a importância da implantação dos fatores de ESG, da transição energética e da viabilização de todas as atividades com capacidades digitais. Embora os compromissos com a meta de zero emissões de carbono tenham se acelerado, o setor reconhece a necessidade de explorar muitas tecnologias e inovações para cumprir as propostas", analisa Anderson Dutra, sócio-líder de Energia e Recursos Naturais da KPMG no Brasil.

Otimismo cresce

Em relação ao cenário apontado seis meses atrás, há mais otimismo. A confiança adicional pode ser atribuída ao momento positivo do lançamento das vacinas contra a covid-19 e às previsões positivas para a recuperação do petróleo e da demanda de energia.

Com referência à imunização contra a Covid-19, 57% dos líderes estão preocupados com o fato de que nem todos os seus funcionários terão acesso a uma vacina.

Enquanto 37% dos entrevistados apostam em um retorno à normalidade já no final deste ano, outros 43% afirmaram que seus negócios e operações mudaram para sempre como resultado da pandemia. Embora as preocupações permaneçam em torno do desempenho futuro da economia global, a maioria dos entrevistados (93%) se diz otimista sobre as perspectivas de crescimento imediato.

"Apesar dos riscos, o setor de energia precisou se adaptar rapidamente para garantir a segurança dos funcionários e das operações e, assim, manter o fornecimento seguro e eficiente de energia", resume o sócio-líder de Energia e Recursos Naturais da KPMG na América do Sul, Manuel Fernandes.

Com informações de Ricardo Viveiros & Associados - Oficina de Comunicação (RV&A).

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