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Commodities

Petróleo fecha em alta após acordo de infraestrutura nos EUA; atenção agora se volta à Opep

O petróleo norte-americano fechou em alta de 22 centavos de dólar, ou 0,5%, a US$ 73,30 o barril

24 junho 2021 - 18h18Por Investing.com

Por Peter Nurse, do Investing.com - Os preços do petróleo apresentaram um leve aumento nesta quinta-feira à medida que a opinião positiva sobre um acordo de infraestrutura anunciado pela administração de Biden ajuda a superar as preocupações sobre a oferta adicional que deverá ser anunciada na próxima semana na reunião dos principais produtores.

O petróleo norte-americano fechou em alta de 22 centavos de dólar, ou 0,5%, a US$ 73,30 o barril. Nesta quarta-feira, o WTI atingiu a marca dos US$ 74,25, uma máxima não vista desde outubro de 2018.

O Brent encerrou a sessão a US$ 75,56, alta de 37 centavos, ou 0,5%, após subir para US$ 76,02 na sessão anterior, também o maior pico desde outubro de 2018.

O petróleo fechou em alta depois de o presidente norte-americano Joe Biden ter dito que seu Partido Democrata conseguiu fechar um acordo bastante controverso de infraestrutura com os Republicanos, sem o envolvimento de nenhum aumento de imposto.

Nesta última terça-feira, o petróleo foi prejudicado pelas expectativas de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados, grupo conhecido como Opep+, cogitasse a possibilidade de aumentar a oferta na sua reunião da próxima semana para frear o rápido aumento dos preços do petróleo bruto.

A informação é de que o Ministro de Energia saudita, o príncipe Abdulaziz bin Salman, o líder do grupo, teria dito nesta quinta-feira que "temos um papel a desempenhar na domesticação e contenção da inflação, garantindo que o mercado não fique fora de controle".

Isso segue notícias da Rússia no início desta semana, sugerindo que, um dos membros mais influentes do grupo, considerava propor um aumento da produção de petróleo na reunião da próxima semana.

Os mercados do petróleo dispararam neste ano, com ambos os benchmarks em alta de mais de 40% em relação ao ano passado, na esperança de um rápido regresso ao pico da demanda conforme a Covid-19 é controlada, bem como o cuidadoso controle da oferta global pela Opep+.

A evidência do aumento da demanda nos EUA, o maior consumidor do mundo, veio da Administração de Informações sobre Energia reportando uma queda nos estoques norte-americanos de 7,6 milhões de barris para a semana encerrada em 18 de junho, a quinta semana consecutiva de queda nos estoques, o período mais longo desde janeiro de 2021.

O grupo deve se reunir no final da próxima semana para discutir as cotas de produção para agosto, e possivelmente para outros meses. A Opep+ tem aumentado continuamente a produção à medida que a economia global se recupera dos estragos causados pela pandemia da Covid-19, mas continua segurando mais de 5 milhões de barris por dia de produção do mercado.

Na quinta-feira passada, durante as conversas anuais com a Opep+, o ministro a ministro indiano do petróleo fez um apelo por uma energia mais "acessível", alertando sobre o impacto do aumento dos preços do petróleo no bolso do consumidor.

A Índia é o terceiro maior país consumidor do mundo, e esses comentários devem aumentar a pressão sobre os produtores antes da reunião.

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