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Petróleo

Petróleo estável enquanto mercado pesa oportunidades futuras e riscos presentes

08 dezembro 2020 - 14h14Por Investing.com

Por Geoffrey Smith, da Investing.com - Os preços do petróleo bruto recuperaram as perdas da noite no início das negociações de Nova York, à medida que o progresso na autorização de vacinas para tratar o vírus da Covid-19 compensou parte da tristeza de uma piora no curto prazo.

Às 14h06 (horário de Brasília), os futuros do petróleo dos EUA tinham leve queda de 0,4%, a US$ 45,59 o barril, enquanto os futuros do Brent, a referência internacional, subiam 0,1%, para US$ 48,82 o barril.

Os futuros de gasolina RBOB subiam 0,3% a US$ 1,2591 o galão.

O mercado estava predominantemente calmo antes do lançamento do último Short-Term Energy Outlook do governo dos EUA, bem como a divulgação dos dados de estoque da semana passada do American Petroleum Institute. Os analistas esperam que os estoques de petróleo dos EUA tenham caído em 1,51 milhão de barris, o que representaria a primeira queda em quatro semanas.

Com a disseminação da pandemia de Covid-19 levando os Estados Unidos e a Europa a adotarem restrições cada vez mais rígidas à vida social e empresarial, a demanda do mundo ocidental está estagnada. No entanto, a demanda da Ásia ainda parece robusta, com os dados chineses sugerindo um forte aumento nas importações de petróleo no mês passado, quando os preços à vista caíram abaixo da curva futura novamente.

Além disso, muitos veem potencial para uma recuperação substancial no próximo ano, já que uma população imunizada sustenta a demanda, enquanto os cortes massivos nos gastos de capital realizados pela indústria neste ano restringem a oferta.

Os analistas do Goldman Sachs adotaram um preço-alvo para o petróleo de US$ 65 o barril para o final de 2021, com base em uma previsão de demanda global chegando a 102,5 milhões bpd em 2022, disse o chefe global de pesquisa de commodities Jeff Currie em uma conferência na terça-feira. Para efeito de comparação, a Agência Internacional de Energia estimou que a demanda de petróleo em 2019 foi em média de 100,1 milhões de barris por dia.

Apesar da menor demanda das viagens de negócios, "acreditamos que o mercado terá um déficit substancial no final do próximo ano e depois em 2022... Há subinvestimento estrutural na oferta - chamamos isso de vingança da velha economia", disse Currie, segundo a S&P Global Platts. Ele acrescentou que "não é apenas petróleo, são metais, mineração, toda a velha economia sofre de escassez de investimento."

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