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Mercado financeiro

Petrobras tomba 16% com intervenção no comando, onda de rebaixamentos dos papéis

22 fevereiro 2021 - 10h48Por investing.com

Por Ana Carolina Siedschlag

Investing.com - As ações da Petrobras (SA:PETR4) despencavam nesta segunda-feira (22) reagindo à intervenção do governo no comando da estatal e à série de rebaixamentos de recomendação dos papéis por parte de grandes bancos e casas de investimento.

Perto das 10h20, as ações ordinárias (SA:PETR3) e preferenciais caíam 16,51% e 16,17%, respectivamente, a R$ 22,53 e R$ 22,98, enquanto o ADR (NYSE:PBR) negociado em Nova York recuava 18%, a R$ 8,23.

Agora há pouco, o presidente Jair Bolsonaro voltou a defender que a indicação de mudança no comando da estatal, anunciado na última sexta-feira (19), não configura como intervenção e que a “Petrobras, em um estado de calamidade, tem que olhar para outros objetivos também”.

Ele criticou a gestão do atual presidente, Roberto Castello Branco, declarando que “eu não peço, eu exijo transparência de quem é subordinado meu, a Petrobras não é diferente disso”. Ele falou que Castello Branco está “há 11 meses em casa, sem trabalhar” e que “o petróleo é nosso, não de um pequeno grupo de interessados”.

Agora pela manhã, uma série de bancos internacionais e nacionais que fazem a cobertura dos papéis da estatal publicaram revisões para as recomendações e preços-alvo da estatal. Credit Suisse (SIX:CSGN), BTG Pactual (SA:BPAC11), XP Investimentos, Santander (SA:SANB11) e Guide Investimentos foram algumas das casas que rebaixaram a indicação dos papéis da estatal.

João Vitor Freitas, analista da Toro Investimentos, a saída de Castello Branco interrompe o longo trabalho dos últimos anos da estatal de mudar a imagem de que a empresa fica à mercê do controlador majoritário, o governo brasileiro. “Além da quebra da confiança, o mercado fica com medo de uma mudança mais severa na política de preços, que faça a Petrobras ter que importar petróleo com prejuízo”.

No final de semana, a XP Investimentos rebaixou as ações de Neutra para Venda, escrevendo que “não há mais como defender” a estatal pelos riscos de que as incertezas para a política de preços de combustíveis impliquem numa menor correlação das ações em relação aos preços do petróleo daqui para frente.

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