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Produção de 2020

Petrobras: Detalhes da produção de 2020 não surpreendem; confira análises

03 fevereiro 2021 - 18h58Por Investing.com

Por Ana Julia Mezzadri, da Investing.com - Na terça-feira (2), a Petrobras divulgou detalhes de sua produção de 2020. No geral, os números vieram em linha com as expectativas do mercado.

Após a divulgação dos números, a companhia foi tema de relatórios de Goldman Sachs, Ativa Investimentos, Mirae Asset, XP Investimentos e Safra. Em todos eles, as ações receberam recomendações de Compra. O preço-alvo médio é de R$ 37,50 para PETR3, R$ 35,88 para PETR4, US$ 14,50 para PBR e US$ 13,20 para PBRa.

Por volta das 18h25, o papel PETR3 subia 0,76%, a R$ 29,30, e PETR4 ganhava 0,66%, a R$ 28,85, enquanto o Ibovespa tinha alta de 1,26%, aos 119.725 pontos. Em Nova York, o índice NYSE Composite subia 0,48%, a 14.839,06, e as ADRs PBR e PRB_A subiam 1,11% e 0,37%, a US$ 10,95 e US$ 10,74, respectivamente.

A Ativa Investimentos recebeu o relatório da Petrobras de forma positiva. A XP Investimentos, por sua vez, diz ter uma avaliação neutra dos números. 

“Por um lado, os números de produção ficaram abaixo na comparação trimestral. Por outro lado, apesar do resultado trimestral mais fraco, em 2020 a Petrobras teve um desempenho recorde de produção, superando consideráveis desafios derivados da pandemia, contração da demanda global por combustíveis e preços baixos de petróleo”, resume a XP.

Considerando os números divulgados pela empresa, uma maior expectativa de preço médio do petróleo, novo guidance de curva de produção e a nova premissa de Capex, o Safra elevou seu preço-alvo para R$ 40 para PETR3 e PETR4, de R$ 29,7 e R$ 28,5, respectivamente.

A produção de petróleo no quarto trimestre foi de 2,135 kbpd, baixa de 11% em relação ao mesmo período do ano anterior e alta de 4% trimestre a trimestre. A queda anual deve-se a paradas para manutenção que deveriam ter sido realizadas no segundo e no terceiro trimestre, mas que foram adiadas para os últimos três meses do ano por causa da pandemia.

No ano, a produção total foi de 2,836 kboed, 2,4% acima do ano anterior.

A Ativa destaca que a companhia registrou queda anual em todas as modalidades produtivas, mas que a de menor intensidade foi no pré-sal (-4,4%).

Falando de pré-sal, a participação da modalidade no mix produtivo foi de 61,5%, em linha com a taxa do terceiro trimestre. “Ressaltamos que a manutenção do patamar no 4T20 é mais uma prova da diligência do management da companhia, focado em aumentar a rentabilidade de seu portfólio enquanto o torna mais enxuto”, disse a Ativa.

Anteriormente, no Petrobras Day, a companhia havia divulgado seu guidance de produção para 2021-25, sinalizando crescimento estável no futuro. No entanto, na análise do Goldman Sachs, o foco em lucratividade e ativos do pré-sal deve compensar o crescimento mais baixo. 

Em relação ao refino, os volumes de venda se mantiveram estáveis em relação ao trimestre anterior e subiram 2% ano a ano. O aumento nas vendas de diesel, combustível de aviação e óleo combustível evitaram uma redução sazonal nas vendas. A utilização das refinarias foi de 82%, em linha com o 3º trimestre.

No geral, a Ativa diz manter sua visão positiva para a companhia, “estável em sua trajetória de busca por eficiência”. A corretora destaca também que os dados apontam para mais um trimestre operacional e financeiramente saudável. O Safra compartilha da mesma opinião: “Acreditamos que as ações da Petrobras devem se beneficiar de seu foco em ativos mais produtivos do pré-sal, que continuam a apresentar resultados positivos, e do processo de desalavancagem.”

As projeções do Safra para os números do 4T20 são de Ebitda ajustado de R$ 27,4 bilhões e lucro líquido de R$ 3,5 bilhões. A Mirae Asset vai na mesma direção: “Esperamos recuperação na produção dos próximos meses, com retomada do consumo interno e exportações fortes”, resume.

Os principais riscos para a companhia, segundo o Goldman Sachs e o Safra, são preços menores do que o esperado para o Brent, riscos de câmbio, produção menor do que a esperada, intervenções do governo em precificação, riscos de execução e ambientais, outra greve de caminhoneiros, e aumento do custo de estoque.

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