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Empresas de alimentos

Novo plano da BRF é agressivo, mas é preciso 'ver para crer', dizem analistas

09 dezembro 2020 - 16h30Por Investing.com

Por Ana Carolina Siedschlag

Investing.com - O novo plano de crescimento da BRF para os próximos dez anos é “agressivo” e “uma necessária reação” a um mercado cada vez mais competitivo, mas a empresa ainda precisa provar de que é capaz de entregar as promessas, avaliaram analistas do BTG Pactual (SA:BPAC11) e da Mirae Asset em relatórios nesta quarta-feira (9).

A BRF (SA:BRFS3), uma das maiores empresas de alimentos do mundo, anunciou na terça (8) um plano de crescimento até 2030 que abrange uma série de transformações para levar a companhia à liderança do mercado de industrializados.

Dentre elas, a consolidação da empresa no segmento de produtos com alto valor agregado, a ampliação na participação do mercado de pratos prontos, a diversificação de canais e a expansão internacional. Para isso, em dez anos, a companhia pretende investir mais de R$ 55 bilhões e espera alcançar uma receita anual superior a R$ 100 bilhões na próxima década. Em 2019, o faturamento da BRF foi de R$ 33,5 bilhões. Entre 2024 e 2026, a empresa estima crescimento de 2,5x em relação aos níveis atuais.

Segundo os analistas da Mirae, o setor e a BRF ainda são razão para otimismo, mas devem começar a conviver com a pressão de custos, principalmente em grãos, que podem aumentar os preços no curto e médio prazo.

Eles mantiveram a recomendação de Compra, com preço-alvo de R$ 27,73 para o papel.

Já para o BTG, apesar de necessários, ainda não estaria clara a maneira como a BRF iria financiar esses investimentos adicionais. Eles afirmam que a empresa “está longe” de apresentar qualquer preocupação de liquidez, mas que, do ponto de vista dos múltiplos de ativos, a conversão do fluxo de caixa do acionista, ou FCFE na sigla em inglês, pode continuar a ter dificuldades no futuro próximo.

“A não ser que BRF atinja a meta de R$ 10 bilhões em EBITDA em 2023, a alavancagem da empresa pode subir antes que consigam capturar todos os benefícios que poderiam levar a margens recordes”, escrevem. Eles apontam que, apesar de verem espaço para a companhia capturar eficiências operacionais, o cenário para a indústria no geral ficou mais desafiador.

Os analistas mantêm a recomendação Neutra para a ação, com preço-alvo de R$ 23, até terem mais certezas em relação ao novo plano.

Perto das 15h52, os papéis caíam 1,34%, a R$ 22,82, com volume de negociação de R$ 242 milhões. A ação acumula alta de 28% no mês e queda de 38% no ano.

*Com informações da Reuters

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