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Tecnologia

Méliuz, Mosaico e Enjoei: setor tech no Brasil está mais maduro, dizem CEOs

Os executivos disseram que o mercado já não é majoritariamente composto por startups no início da trajetória

25 maio 2021 - 14h55Por Investing.com

Por Ana Carolina Siedschlag, da Investing.com - O cenário para empresas de tecnologia no Brasil, acelerado em boa parte pela mudança dos hábitos dos brasileiros durante a pandemia, tem mais credibilidade e segurança, mas ainda com muito espaço para crescer, disseram os CEOs da Enjoei, Tiê Lima, da Mosaico, Thiago Flores, e da Méliuz (SA:CASH3), Israel Salmen, nesta terça-feira (24).

Em painel da CEO Conference, evento organizado pelo BTG Pactual (SA:BPAC11), os executivos compartilharam a visão de que o mercado para companhias tech está mais maduro e já não é majoritariamente composto por startups no início da trajetória.

O “histórico profissional” do segmento, nas palavras de Flores, “já vinha sendo desenvolvido e foi impulsionado pela necessidade de tecnologia por parte dos consumidores para atividades primárias que antes podiam ser feitas fora de casa”.

Eles destacaram que o cenário acabou se desenhando de modo ideal para que as empresas buscassem capital na bolsa ao longo de 2020, com vários outros pedidos de oferta inicial de ações (IPO) na fila para este ano de empresas que desenvolvem outras tecnologias disruptivas.

IPO ou venture capital?

Israel Salmen, CEO da Méliuz, revelou que, durante as conversas internas na empresa antes do IPO, realizado em novembro de 2020, o grande questionamento era se a companhia estaria no tamanho adequado para esse tipo de movimentação no mercado.

Ele conta que a administração da empresa ponderou continuar com rodadas de venture capital, mas que acabou convencida de abrir o capital durante as conversas com os potenciais acionistas no road show da companhia, realizado algumas semanas antes.

“Conversamos com outros empreendedores que passaram por essa experiência e, depois, contamos a nossa história para alguns fundos. Tivemos um feedback superpositivo. A pergunta é respondida ao longo do processo”, conta.

Já Tiê Lima, da Enjoei, diz que a escolha para a abertura do capital aqui no Brasil, e não nos EUA, se deu pela projeção de crescimento da empresa no longo prazo, que faria mais sentido ter proximidade com o mercado local.

“Para uma empresa com governança simples, não havia uma vantagem de adicionar um novo grau de complexidade indo para a Nasdaq”, conta.

Como se preparar para o IPO

Os três executivos concordam que o processo para abertura de capital na bolsa é denso e complexo, e que deve envolver dedicação total dos membros envolvidos.

Para Flores, da Mosaico, o mais importante é que a empresa esteja madura e que tenha perspectiva de crescimento à frente.

“Precisa ter uma história bonita para contar e estar em um mercado de muito potencial, como foi o caso do mercado digital no Brasil”, aponta.

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