domingo, 14 de agosto de 2022
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Avaliação

Maioria dos seguros de vida têm boa qualidade e custo acessível, diz Proteste

Associação realizou estudo com vinte e um planos individuais de onze corretoras e constata que seguros estão em conta, principalmente pelos benefícios

27 maio 2021 - 12h35Por Redação SpaceMoney
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Contratar um seguro de vida não costumava estar entre as prioridades dos brasileiros, mas isso tem mudado, e o mercado cresceu com a pandemia do novo coronavírus. Tradicionalmente, seguros não cobrem pandemias, apenas abriram exceção para a Covid-19.

De acordo com a Superintendência de Seguros Privados (Susep), o setor movimentou R$ 7,6 bilhões no ano passado, contra R$ 3,5 bilhões, em 2018 - um aumento de mais de 115% em dois anos e a maior arrecadação em uma década.

A Proteste, Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, realizou em fevereiro deste ano um estudo em que analisou vinte e um planos individuais, de onze seguradoras, e constatou que clientes podem economizar até R$ 2.503,08 por ano, na comparação do Generalli/Univida/Proteste (R$ 1.307,88/ano), com o Mag Seguros (R$ 3.811,68 ao ano) - o mais caro da amostra.

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Valor depende das coberturas

Os seguros são compostos por dois tipos de coberturas: a básica e as complementares. A primeira é de contratação obrigatória e garante aos beneficiários a indenização em caso de morte, natural ou acidental, do titular da apólice. As outras, como invalidez por doença funcional e assistência funeral, podem ser contratadas em conjunto com a básica, mediante pagamento adicional, ou em pacotes predefinidos por algumas seguradoras.

Mas atenção: quanto mais coberturas, maior o valor do prêmio mensal do seguro.

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O valor também varia conforme o perfil do consumidor, o teste criou dois cenários para o estudo sobre seguro de vida: uma vendedora autônoma e um casal de advogado e médica, todos entre 45 e 55 anos de idade. E, para cada um, foram definidos três valores de indenização: R$ 50 mil, R$ 75 mil e R$ 100 mil.

Na análise, a Proteste considerou como coberturas básicas a de morte e a de invalidez permanente por acidente, além de coberturas complementares. "Isso é o mínimo que nossos associados devem contratar, para terem ainda mais segurança", afirma Rodrigo Alexandre, especialista da Proteste.

Maioria dos produtos foi bem avaliada

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No critério cobertura básica, todos os produtos listados na tabela foram bem conceituados, pois ofereciam 100% do capital segurado (indenização). Mas houve variações na avaliação das coberturas complementares.

Na análise das coberturas de invalidez por doença funcional e de doenças graves, a Generalli/Univida - Proteste (Vida Proteção Familiar e Vida Proteção Individual), a Liberty (Vida Perfil), a MAG Seguros (Vida Individual), a Sompo (Vida Individual e Vida Top Mulher) e a SulAmérica (Vida Individual e Vida Mulher) receberam as melhores avaliações.

Já no critério morte do cônjuge, os destaques foram Sompo (Vida Individual), Generalli /Univida - Proteste (Vida Proteção Familiar), Metlife (Seguro de Vida Individual) e Mapfre (Vida Você Multiflex).

Atenção às exclusões

Tão importante quanto as coberturas é saber quais são as exclusões, ou seja, os itens não cobertos previstos no contrato. As mais comuns são ligadas a sinistros decorrentes de guerra, fenômenos da natureza, doenças preexistentes não declaradas na contratação, prática de atos ilícitos, suicídio e suas tentativas nos dois primeiros anos de vigência do contrato.

Sinistro é o evento que aciona o seguro. Até o ano passado, pandemias e epidemias também costumavam ficar de fora. Mas a maioria das seguradoras do mercado estão cobrindo a pandemia do coronavírus.

Deve-se também prestar atenção onde e com quem a transação será feita. Há dois caminhos para a contratação de um seguro de vida: diretamente com a agência bancária ou por meio de corretor. Nesta opção, é preciso checar se o profissional é habilitado pela Susep. Se estiver tudo certo, o processo é simples. O consumidor preenche a proposta e, em alguns casos, a Declaração Pessoal de Saúde (DPS).

"A seguradora tem 15 dias para dizer se aceita ou não fazer o seguro. Se ela não se manifestar dentro desse prazo, está aceito automaticamente. Mas, do contrário, precisa explicar a recusa", esclarece o especialista.

Novidade no mercado

Recentemente, o Nubank lançou um seguro de vida digital, personalizado e com preço médio inicial de R$ 9 mênsais. Ele não fez parte do estudo comparativo, mas a Proteste o analisou.

O produto oferece quatro coberturas: invalidez por acidente, assistência funeral do titular ou beneficiário (de forma adicional), hospitalização por acidente e morte - a empresa só exige carência, de três meses, para a última.

O novo produto se restringe aos correntistas do banco, o capital assegurado é de R$ 150 mil, no máximo, e só pode ter um seguro - no mercado tradicional, contrata-se quantos desejar.

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