Menu
Busca sexta, 22 de outubro de 2021
Blue3 - Cotações
Blue3 - Cotações Mobile
Balanço

Inflação acumula taxa de 2,05% no 1º tri, aponta FECAP; combustíveis puxam alta

Atual patamar de inflação acumulada representa uma das maiores taxas para o período nos últimos anos

16 junho 2021 - 12h18Por Redação SpaceMoney

Na manhã desta quarta-feira (16), o Núcleo de Estudos da Conjuntura Econômica (NECON), da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP), divulgou a nova edição do Boletim Econômico em que analisa dados da inflação no Brasil no 1º trimestre de 2021.

O último resultado mensal do IPCA no período, divulgado em março, apresentou uma variação mensal de 0,93% em relação ao mês anterior. Entre janeiro e março, o índice acumula uma taxa de 2,05% ao ano, influenciado, principalmente, pela alta nos combustíveis, que foi de 11,23%.

"É válido ressaltar que o atual patamar de inflação acumulada representa uma das maiores taxas para o período nos últimos anos", enfatiza o material. A meta estipulada pelo Banco Central do Brasil, atualmente, é de 3,75% ao ano, com limites inferiores e superiores de 2,25% a 5,25%, respectivamente.

IGP-M

Em janeiro, o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), utilizado para correção monetária dos aluguéis, subiu 2,58%, puxado principalmente pelo aumento do preço das commodities e dos combustíveis.

A variação mais notável foi a do minério de ferro (4,34% para 22,87%). Os meses de fevereiro e março acompanharam o ritmo de alta, de 2,53% e 2,94%, respectivamente, acumulando alta de 8,26% no primeiro trimestre de 2021, e 31,10% em 12 meses. 

De acordo com o NECON, o fim do auxílio emergencial no fim de 2020 impactou os resultados do primeiro trimestre deste ano. Muitas famílias de baixa renda ainda sentem os reflexos na alta dos preços de 2020. Com o retorno do benefício em abril, com valores que variam de R$150 a R$375, esse impacto nas famílias deve ser menor durante os meses de pagamento.

O índice se baseia em outros três indicadores: Índice de Preços ao Produtos Amplo (IPA), Índice de Preços ao Consumidor (IPC) e Índice Nacional de Custo da Construção (INCC). 

IPC

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) aponta que a variação da cesta básica média no trimestre foi baixa, cerca de + 0,38 centavos, influenciado pela desaceleração nos alimentos, apesar do aumento no setor de transportes que subiu de 0,92%, em janeiro, para 3,26%, em março de 2021.

O indicador mede a variação de preços de bens e serviços que compõem as despesas comuns de famílias com renda de 1 a 10 salários mínimos mensais.

INPC

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor - INPC, utilizado com a intenção de corrigir o poder de compra dos salários, calculando o impacto inflacionário nas famílias de baixa renda, apresentou uma taxa de 1,96% acumulado no primeiro trimestre de 2021 e 6,94%, em 12 meses.

Câmbio

"A atual depreciação cambial afeta o aumento dos custos de matéria-prima e incentiva a comercialização de nossos produtos no exterior, podendo gerar escassez no mercado interno, o que provoca uma pressão inflacionária por oferta", diz o material.

Segundo o relatório, há um efeito das commodities na inflação em 2020.

O óleo de soja apresentou alta de 103,79%, no acumulado do ano, "um reflexo da demanda internacional e como o real estava desvalorizado".

As operações do grão também ficaram mais caras, fazendo com que o produtor repassasse o custo para os produtos finais, como o óleo de cozinha.

Com informações da Assessoria de Imprensa da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP).

 

Deixe seu Comentário

Dicas valiosas sobre investimentos e notícias atualizadas,
cadastre-se em nossa NEWSLETTER!

ou fale com a SpaceMoney: 

Baixe nosso app: