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Fique por dentro das 5 principais notícias do mercado desta terça-feira (13)

Veja o que movimenta os mercados financeiros hoje

13 julho 2021 - 09h20Por Investing.com

Por Geoffrey Smith e Ana Julia Mezzadri, da Investing.com - A temporada de balanços liga os motores com divulgações dos resutlados de JPMorgan, Goldman Sachs e Pepsi. A Agência Internacional de Energia alerta para um aperto severo dos mercados globais de petróleo se a Opep+ não resolver seu impasse atual. Já a inflação dos EUA deverá ter diminuído em junho de um pico de 5% em maio.

Por aqui, a reforma tributária volta a tomar o lugar da CPI da pandemia como foco principal do mercado. O relator da reforma prometeu enviar uma versão inicial de seu relatório hoje às 12h. Espera-se que o texto traga ajustes importantes negociados com o governo nas últimas semanas.

Aqui está o que você precisa saber sobre os mercados financeiros na terça-feira, 13 de julho.

1. Tão bom quanto pode ser?
A temporada de balanços do segundo trimestre começa a funcionar com o lançamento de atualizações trimestrais do JPMorgan (NYSE:JPM) (SA:JPMC34) e Goldman Sachs (NYSE:GS) (SA:GSGI34).

É provável que os números se beneficiem do aumento nos rendimentos das Treasuries no período, que terá aumentado suas margens de empréstimo. A força sustentada do mercado de ações e a volatilidade do mercado de títulos também podem ter ajudado nas receitas.

No entanto, grande parte da volatilidade dos títulos foi revertida nas últimas semanas, uma vez que os investidores reduziram as apostas sobre o processo de reabertura e taxas de juros mais altas começaram a esfriar o mercado de empréstimos hipotecários.

Os investidores estarão atentos a quaisquer sinais na orientação dos dois bancos de que isso é tão bom quanto as coisas provavelmente ficarão.

Também informam antes do início da abertura do mercado PepsiCo, Fastenal e Conagra.

2. Reforma Tributária no radar
No Brasil, o cenário político segue como o principal foco: mas, hoje, a reforma tributária se sobrepõe à CPI da pandemia. Isso porque o relator prometeu apresentar aos líderes da Câmara uma versão inicial de seu relatório para hoje às 12h.

O texto deverá trazer ajustes importantes negociados desde o envio da proposta pelo governo, como a redução de 12,5 pontos no IRPJ e a isenção do rendimento dos fundos imobiliários.

Ainda em Brasília, a CPI da Covid ouve hoje Emanuela Medrades, diretora técnica da Precisa Medicamentos, peça-chave para a compra da Covaxin pelo governo.

No noticiário corporativo, Bolsonaro sancionou a MP para a privatização da Eletrobras (SA:ELET3). Foram realizados 14 vetos, dentre eles de um artigo que determinava que o Poder Executivo aproveitasse empregados da Eletrobras e de suas subsidiárias demitidos sem justa causa durante os 12 meses subsequentes à desestatização. A previsão de finalização do processo de privatização é em janeiro de 2022.

No calendário econômico, destaque para o crescimento do setor de serviços de maio, que será publicada às 9h pelo IBGE. A projeção é de expansão de 1,3% no mês e 22,6% na base anual.

3. Inflação dos EUA pode atingir o pico; Bullard alerta sobre bolha imobiliária

O dia é de conhecer os números do IPC dos EUA para junho, que deve mostrar inflação anual diminuindo moderadamente em relação aos 5% de maio, um número fortemente influenciado pelo aumento nos preços de carros usados e pelo colapso dos preços do petróleo a zero na primavera de 2020.

Paul Donovan, economista-chefe do UBS Global Wealth Management, argumentou em uma nota matinal que o IPC ficaria mais próximo de 1,5% quando ajustado por esses fatores.

Mesmo assim, o debate sobre se o Federal Reserve (Fed) deve apertar a política monetária está cada vez mais sendo divulgado na mídia.

O presidente do Fed de St. Louis, James Bullard, disse ao The Wall Street Journal em uma entrevista publicada na terça-feira que já é hora de começar a reduzir as compras de ativos, dado seu papel em alimentar o que parece ser uma bolha imobiliária.

O presidente do Fed de Nova York, John Williams, assumiu o outro lado da discussão em um discurso na segunda-feira.

4. Ações devem abrir mistas; J&J em foco após alerta da FDA
Os mercados de ações dos EUA estavam avançando na água à frente dos esperados ganhos bancários, que muitas vezes são tomados como um indicador da saúde da economia em geral.

Às 08h53, os futuros do Dow Jones caíam 21,5 pontos, ou 0,06%, enquanto os contratos do S&P 500 futuros também estavam estáveis e os futuros da Nasdaq subiam 0,32%.

Além dos balanços das empresas, é provável que a atenção recaia sobre a Johnson & Johnson (NYSE:JNJ) (SA:JNJB34), depois que a Food and Drug Administration alertou sobre uma possível ligação suas vacinas contra Covid-19 a um distúrbio neurológico raro.

A Alphabet (NASDAQ:GOOGL) (SA:GOGL34) também está no foco, depois que a França multou a empresa em quase US $ 600 milhões por não concordar com uma compensação aos editores do país por levar suas notícias.

5. O petróleo sobe à medida que a AIE alerta para o aumento da rigidez nos mercados globais
Os preços do petróleo bruto subiam após a Agência Internacional de Energia (AIE) alertou que os mercados globais de energia vão "apertar significativamente" se o chamado grupo Opep+ não resolver sua disputa atual sobre as cotas de produção entre membros.

O think-tank com sede em Paris alertou em seu relatório mensal na terça-feira que o impasse ameaça exacerbar um "déficit de abastecimento cada vez maior", com "o potencial de altos preços dos combustíveis para alimentar a inflação e prejudicar uma frágil recuperação econômica".

Os contratos futuros do petróleo WTI, negociados em Nova York, avançavam 0,34%, para US$ 74,35 o barril, enquanto os futuros do petróleo Brent tinham alta de 0,49% a US$ 75,53 o barril.

O American Petroleum Institute deve divulgar sua estimativa semanal de estoques de petróleo bruto nos EUA às 17h30, como de costume.

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