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Empresas de proteína devem ter ano forte, diz Goldman Sachs; confira recomendações

Segundo o banco, os balanços das companhias no trimestre foram positivos, impulsionados principalmente pelos mercados internacionais e pelo câmbio

28 maio 2021 - 08h36Por Investing.com

Por Ana Julia Mezzadri

Investing.com - Os resultados divulgados pelas principais empresas de proteína animal da América Latina no primeiro trimestre confirmam, na visão do Goldman Sachs, as expectativas de um ano forte para as exportações, ao mesmo tempo em que evidenciam desafios de consumo e de alta nos custos de produção.

De maneira geral, segundo o banco, os balanços das companhias no trimestre foram positivos, impulsionados principalmente pelos mercados internacionais e pelo câmbio. Nessa seara, os melhores números foram os da JBS, enquanto os resultados da BRF ficaram um pouco mais alinhados com as expectativas do mercado. 

Para o curto prazo, o Goldman tem visão positiva sobre as operadoras de proteína animal da América Latina, considerando sua diversificação geográfica e de portfólio: “Acreditamos que estão bem posicionadas para continuar a capturar as oportunidades de ganhos relacionadas à depreciação do real neste ano e à demanda estrutural da China.” 

Nem tudo, no entanto, é positivo neste cenário: um dos principais problemas apontados pelas gestões das companhias é o alto custo de produção, vindo, por exemplo, de milho, soja e gado, na lucratividade, mencionando a dificuldade em repassar esse custo ao preço final do produto, sobretudo no Brasil.

Para além disso, as condições macroeconômicas do Brasil também desafiam os volumes, visto que uma redução no poder de compra faz com que o consumidor precise optar por classes de proteínas mais baratas.

As perspectivas são mais otimistas para os EUA, tanto em termos de consumo quanto de repasse de custos. Lá, porém, existe o desafio de escassez de mão de obra, que corresponde a entre 10% e 16% do custo total de produção, segundo a JBS.

BRF
As ações da BRF (SA:BRFS3) permanecem a top pick do GS no setor, devido principalmente à sua relação entre risco e retorno. O Goldman destaca que, apesar do rali recente após a aquisição de uma participação de 24,33% na empresa pela Marfrig (SA:MRFG3), a forte projeção de exportações, a melhora no controle de custos e a continuação do plano de investimentos de dez anos da companhia aumentam o potencial de upside.

A expectativa do banco é que a empresa registre Ebitda de R$ 5,4 bilhões em 2021. Em termos de preço-alvo, houve redução de 5% para R$ 32,70, de R$ 34,30. A ação fechou as negociações desta quinta-feira (27) em alta de 1,29%, a R$ 25,89, ante alta de 0,3% do Ibovespa, que terminou o dia aos 124.366,57 pontos.

Os principais riscos de downside para a ação, segundo o banco, são: um cenário mais fraco do que o esperado para os preços dos grãos e o repasse da alta de custos para o consumidor final; a apreciação do câmbio, impactando as exportações e as operações internacionais da empresa; potenciais interrupções na produção relacionadas à pandemia; uma deterioração macroeconômica mais rápida do que o esperado, diminuindo o poder de compra; atividades de M&A; e novos embargos a exportações.

JBS
Em relação à JBS (SA:JBSS3), que também recebe recomendação de Compra, os analistas destacam o espaço para crescimento, impulsionado pelo forte momento da exportação no geral, principalmente de carne bovina e suína para os EUA. Além disso, o GS destaca o valuation que, na sua visão, está subavaliado.

O preço-alvo foi revisado em -1%, caindo para R$ 40,80, de R$ 41,30. O papel fechou o dia em queda de 0,99%, a R$ 30,10.

No caso da JBS, os principais riscos para a performance da ação apontados pelo banco são: riscos de fixação de preço na indústria da carne nos EUA; riscos relacionados às investigações envolvendo o acionista controlador da companhia; queda mais rápida do que a esperada no ciclo do gado nos EUA; concorrência mais forte do que o esperado em alimentos processados no Brasil.

Assim como em relação à BRF, o Goldman cita também a deterioração macroeconômica do Brasil, a apreciação de câmbio, potenciais interrupções relacionadas à Covid-19 e embargos às exportações como riscos de downside.

Minerva
As ações da Minerva (SA:BEEF3), por sua vez, recebem recomendação Neutra do banco, que considera que grande parte do forte momento para as exportações já está precificada no valuation atual do papel. O GS destaca ainda o ambiente desafiador no curto prazo para o consumo doméstico no Brasil.

Com isso, o preço-alvo foi reduzido em 5%, de R$ 11,80 para R$ 11,20. No fechamento do pregão, a ação era negociada a R$ 10,04, em alta de 2,34%.

Os fatores que poderiam fazer com que a companhia tenha performance melhor do que a prevista, segundo o banco, seriam uma persistente depreciação das moedas da América Latina, implicando em uma menor competitividade dos produtos da região; a abertura de novos mercados para plantas de processamento; maiores importações da China; um cronograma de reabertura dos bloqueios mais rápido do que o esperado, impulsionando o food service; e uma recuperação macroeconômica mais veloz do que o previsto.

Na ponta oposta, os principais riscos de downisde são a apreciação cambial, potencial atividade de M&A, queda mais rápida do que o previsto no ciclo do gado na América Latina, deterioração macroeconômica mais rápida do que o esperado, interrupções relacionadas à Covid-19 e novos embargos às exportações.

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